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Artigos Quarta-feira, 05 de Junho de 2013, 15:40 - A | A

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Quarta-feira, 05 de Junho de 2013, 15h:40 - A | A

Junho chegou, agora é comigo

Já estamos no mês de junho. Maio se foi. Isso significa que pelo menos até dezembro estaremos parcialmente livres do governo, ou seja, trabalhando para nós mesmos porque até agora trabalhamos só para pagar impostos.

JOAO EDISOM

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Já estamos no mês de junho. Maio se foi. Isso significa que pelo menos até dezembro estaremos parcialmente livres do governo, ou seja, trabalhando para nós mesmos porque até agora trabalhamos só para pagar impostos. Nos restam sete meses ainda este ano para produzirmos para nosso sustento, já que o que o governo levou dificilmente volta.

Impostos são valores pagos, realizados em moeda nacional (no caso do Brasil, em reais), por pessoas físicas e jurídicas (empresas). O valor é arrecadado pelo Estado (governos municipal, estadual e federal) e serve para custear os gastos públicos com saúde, segurança, educação, transporte, cultura, pagamentos de salários de funcionários públicos e etc. O dinheiro arrecadado com impostos também é usado para investimentos em obras públicas (hospitais, rodovias, portos, universidades...). Não estou levando em conta a corrupção, nem os gastos irresponsáveis.

Os impostos incidem sobre a renda (salários, lucros, ganhos de capital) e patrimônio (terrenos, casas, carros) das pessoas físicas e jurídicas.

A utilização do dinheiro proveniente da arrecadação de  imposto não é vinculada a gastos específicos. O governo, com a aprovação do legislativo, é quem define o destino dos valores, através do orçamento. No caso aqui, o governo federal com a maior parte, o estado com sua parte e o os prefeitos com as migalhas.

Os impostos que pagamos nos assolam, esfolam, nos levam a falência. E o que temos de volta? Nada! Nossos municípios não têm recursos, nossas cidades não têm mobilidade, nem asfalto, nem saneamento básico, nem transporte digno, nem saúde, nem educação, muito menos segurança, o governo federal cada dia mais endinheirado e o povo mais falido.

Uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) coloca o Brasil no último lugar no ranking que relaciona volume de impostos à qualidade de vida entre os 30 países de maior carga tributária do mundo. O Brasil é o que oferece o menor retorno em serviços públicos de qualidade à população. O Brasil permaneceu na 30ª posição a quatro anos do ranking porque terminou 2011 com carga tributária de 36,02% do PIB, e ocupa apenas a posição de número 85 no IDH.

A carga tributária brasileira subiu em 2012 e chegou ao recorde de 36,27% do Produto Interno Bruto (PIB), aponta estudo divulgado nesta segunda-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Em 2011, o índice fora de 36,02%, crescimento de 0,25 ponto percentual. O estudo do IBPT concluiu que a arrecadação tributária chegou a R$ 1,59 trilhão em 2012, contra R$ 1,49 trilhão registrado em 2011, e novo recorde deverá ocorrer no ano de 2013. Com isso, cada brasileiro no ano passado pagou em média R$ 8.230,31 em impostos , um aumento de R$ 460,37 ou de 5,93% em relação a 2011 (R$ 7.769,94). A arrecadação atingiu R$ 4,36 bilhões por dia, ou R$ 50,5 mil por segundo, diz o instituto, imaginem como será o de 2013?

Olhando estes números é possível entender o porquê de o governo do pão arrecadação e circo, ter dinheiro para investir em eventos tais como jogos pan-americanos, Copa do Mundo de futebol e Olimpíadas. Afinal somos nós que pagamos a conta. Assim é fácil, "a carga tributária brasileira vem crescendo continuamente. Segundo estudos do IBPT, em 1986 a arrecadação era de
22,39% do PIB, passando para 29,91% em 1990, para 30,03% em 2000, para 34,22% em 2010, para 36,02% em 2011 e para 36,27% do PIB em 2012". Vamos aguardar o fechamento de 2013, mas é muito provável que superemos mais uma vez. Isso significa contribuinte mais pobre e governo federal mais rico.

Bem vamos aproveitar estes próximos sete meses que no próximo ano teremos mais cinco meses para sustentar o governo e seus eventos mirabolantes, suas bolsas que sustentam um curral eleitoral de aproximadamente cinquenta milhões de eleitores e suas isenções a mega empresas para garantir o financiamento das campanhas. Até quando pagaremos tanto para termos tão pouco retorno? Mas a final junho chegou agora o dinheiro é meu.

(*) JOÃO EDISOM DE SOUZA é Analista Político, Professor Universitário em Mato Grosso e colaborador de HiperNotícias.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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