O aumento geral foi puxado pelo Governo Central, cuja carga tributária bruta cresceu de 21,34% para 21,60% do PIB no período, uma alta de 0,26 ponto porcentual. Também é o maior nível da série. A carga tributária dos Estados diminuiu 0,10 ponto do PIB, de 8,48% para 8,38%, e a dos municípios cresceu 0,03 ponto, de 2,40% para 2,43%.
Segundo o Tesouro, a alta da carga tributária do Governo Central foi puxada principalmente por um acréscimo de 0,23 ponto do PIB no imposto de renda retido na fonte, por causa do aumento da massa salarial.
"Em relação aos impostos sobre bens e serviços, é importante mencionar o aumento de 0,10 ponto do PIB nos Impostos sobre operações financeiras (IOF), resultado decorrente de operações relativas à saída de moeda estrangeira e da elevação das alíquotas incidentes sobre operações de câmbio e crédito", diz o Tesouro, no relatório de estimativa de carga tributária.
A arrecadação das contribuições para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) cresceu o equivalente a 0,12 ponto do PIB, impulsionada pela reoneração escalonada da contribuição patronal e da folha de pagamentos e pelo crescimento da massa salarial e do emprego, segundo o órgão.
Nos Estados, a queda da carga tributária foi puxada por uma redução de 0,09 ponto do PIB na arrecadação de ICMS, que cresceu abaixo da economia. "Esse movimento também reflete a composição do crescimento econômico em 2025, concentrado em setores sobre os quais não há incidência do ICMS, ou sua incidência é reduzida", diz o Tesouro.
O principal destaque nos municípios foi o aumento de 0,02 ponto do PIB na arrecadação do Imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS), puxado pelo crescimento do setor de serviços no ano passado, segundo o Tesouro.
(Com Agência Estado)
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