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Artigos Sexta-feira, 06 de Março de 2015, 11:18 - A | A

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Sexta-feira, 06 de Março de 2015, 11h:18 - A | A

Governo Dilma na berlinda

Berlinda é estar em foco, ser o foco das atenções, de forma negativa. Quando todos prestam atenção em alguém e a pessoa é foco de críticas.

JUACY DA SILVA

 

Hugo Dias/HiperNotícias

Juacy da Silva

 

Segundo definição, berlinda é estar em foco, ser o foco das atenções, de forma negativa. Quando todos prestam atenção em alguém e a pessoa é foco de críticas. Isto é o que  está  acontecendo cada vez mais com o Governo Dilma neste início de segundo mandato. Envolta  em suas contradições  internas, principalmente pelo formato de condomínio que faz parte  de sua  sustentação política e parlamentar, que  tem pessoas  e partidos de todos os matizes ideológicos, de latifundiários, usineiros, banqueiros, enfim, representantes  da elite econômica  até ex-guerrilheiros, socialistas, trabalhistas, marxistas, trotsquistas, fascistas e também muitos incompetentes e oportunistas.

Com um time que mais  se parece  um ajuntamento de jogadores escolhidos sem nenhum critério, os quais  jamais  formam ou formarão  uma equipe  afinada e de primeira  grandeza, além de um apetite voraz  para poder  ter  a chave do cofre, o  trabalho da técnica deste time  de várzea (Dilma)  mesmo  com a ajuda de seus conselheiros mais próximos,  incluindo seu mentor ou tutor Lula, não  tem sido nada fácil.

À  semelhança  de  um Campeonato nacional de futebol, como time, o Governo Dilma está entre os piores, sujeitos ao rebaixamento para  uma divisão inferior. Neste  caso, a Diretoria do Time,  com  certeza, pressionado pelos torcedores  (eleitores)  que desejam melhores  resultados, só teria um caminho: demitir a técnica . Isto é o que com certeza aconteceria se o Brasil fosse  um país sério e o sistema político ao invés do presidencialismo imperial fosse  uma democracia parlamentarista, onde os governos que não contam com  maioria parlamentar de verdade e apoio do povo acaba caindo e novas eleições  são convocadas.

Quais os  fatores que estão colocando o Governo Dilma  na berlinda, indagarão os leitores e eleitores. Existem  várias razões, a começar pelo fiasco na  área  econômica, financeira e orçamentária.  O seu primeiro mandato  foi um rosário de incompetência, casuísmos e medidas  contraditórias, levando o Brasil para o fundo do poço, com baixos índices de crescimento do PIB, inflação em alta, juros em alta, aumento assustador do endividamento público, aumento do déficit público, déficit  na balança comercial, política cambial sem  efetividade, descontrole  das contas públicas.

Neste  início de segundo mandato, apesar da troca da equipe econômica,  este quadro está  se deteriorando de forma rápida, com perspectivas de aumento do desemprego, da queda de arrecadação , do aumento acelerado dos juros, da inflação, do endividamento das famílias, aumento rápido da dívida pública  e da dívida  externa privada, ao aumento absurdo das tarifas e preços administrados  como da energia, água, combustíveis, transporte público.

Nos  aspectos sociais  a insatisfação de todos os setores, incluindo empresários, servidores públicos, trabalhadores do setor privado, dos  movimentos sindicais  e sociais estão conduzindo para  greves em vários setores, inclusive dos caminhoneiros e de outros que já  se articulam para paralizações  e protestos de rua, como os convocados para  a próxima  semana pelas centrais sindicais para protestarem contra as mudanças  das regras trabalhistas e setores diversos que desejam o “impeachment”  da Presidente.

Para  completar  este quadro de crise, o Governo Dilma não tem conseguido  dialogar nem com os partidos  e o Congresso Nacional, onde tem acumulado algumas derrotas emblemáticas, como para as Presidências  da Câmara e do Senado e a mais recente, desta semana quando o Presidente do Senado teceu várias críticas em relação a  uma Medida Provisória  que eleva as alíquotas  de impostos  sobre folha de pagamento  e a considerou inconstitucional, devolvendo-a  ao Poder Executivo.

Há poucos dias, quando ocorreu um empate  em uma votação no plenário do STF  diversos ministros da mais alta corte de justiça  do país  teceram críticas pesadas à presidente Dilma pelo fato de que passados mais de sete meses da aposentadoria do ex-ministro Joaquim Barbosa  o Poder Executivo ainda não apresentou um novo nome para ser sabatinado pelo Senado e ser nomeado para o STF. Alguns ministros  chegaram a dizer  que isto é  um desrespeito ao Poder Judiciário por parte da Presidente e uma forma de atrapalhar o desempenho daquela corte.

Em meio a tudo isso, o escândalo da roubalheira na PETROBRAS  continua sangrando o governo, principalmente pelas denúncias de dirigentes de grandes empreiteiras, que até  pouco tempo tinham livre  acesso aos gabinetes do Palácio do Planalto e, imagina-se,  sabem  bem os meandros da corrupção dentro e fora do Governo.

Finalmente, a pá de cal nesta berlinda vem do  exterior, onde o governo brasileiro a  cada  dia  é visto de forma mais negativa, seja pelos investidores, seja  pelas agências de classificação  e também  pela mídia. Há muito tempo o Brasil não  estava  tão ruim na foto. Ainda  bem que eu não votei em Dilma e não tenho do que me arrepender!  Muita  gente  começa a dizer que o Brasil está afundando, salve-se quem puder!

 

*JUACY DA SILVA é professor universitário, titular e aposentado UFMT, mestre em sociologia, articulista de A Gazeta. Email [email protected]  Blog www.professorjuacy.blogspot.com Twitter@profjuacy

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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Alexandre 03/07/2015

o Dinheiro do FAT foi pro BNDES que foi pra odebrech, friboi cuba, venezuela, bolivia pra cobrir o deficit nas contas publicas e na hora que o trabalhador precisa cortaram o seguro desemprego, cortaram abono salarial de quem mais precisa, um governo contra os trabalhadores... seu abono salarial está no porto de cuba.

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Carlos Nunes 09/03/2015

Pois é, no discurso ontem da Dilma ficou parecendo que o culpado por tudo é...o povo brasileiro; é ele que AGORA deve fazer os maiores sacrifícios; não é de maneira alguma dos 12 anos (8 do Lula + 4 da Dilma) de governo do PT. Ela culpou o clima, mas o que se houve no Brasil é que desmataram não sei quantos KM2; e Quantos mil KM2 Reflorestaram? - quase nadica de nada; aí a Natureza está retribuindo do desmatamento quilométrico. Já os ajustes financeiros deveriam ter sido feito gradativamente nos 12 anos; pelo contrário, continuou torrando dinheiro numa estrutura cara de cerca de 35 Ministérios, que deveriam ter sido reduzidos, numa estrutura enxuta e que funcionasse muito bem. Não é a quantidade que importa, é a Qualidade. Aí mexeu nas conquistas dos trabalhadores, por exemplo, nas parcelas e tempo de recebimento do Seguro-Desemprego, e diz que não mexeu nos direitos conquistados dos trabalhadores. Ora, é o FAT (fundo de amparo ao trabalhdor), um dos maiores fundos do Brasil, que garante o Seguro-Desemprego, a Qualificação do Trabalhador, o SINE, e muito mais. Cadê a dinheirama do FAT, não me diga que está sendo desviado para outras finalidades, para tampar algum buraco da má gestão. Gostaria que um dos nobres representantes do povo matogrossense (Senadores e deputados federais), investigasse O Que está Acontecendo com o dinheiro do FAT? Para onde está indo, pois é ele que garante o pagamento do Seguro-Desemprego? O difícil será achar um político que responda aos trabalhadores essa pergunta, pois a maioria tornou-se sócia do governo, em troca da cargos públicos, emendas parlamentares, e outras coisas mais. Dependendo da resposta, se for constatado o desvio do dinheiro para outras finalidades, a má gestão do fundo..aí seria bom que "os próprios trabalhadores passassem a administrar esse importante fundo social, que afinal de contas é deles mesmo."

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Angelo 06/03/2015

Na minha opinião o que está na berlinda é a qualidade dos seus "artigos" ...

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3 comentários

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