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Moral é um conjunto de regras assumidas e aceitas, livres e conscientemente pelos indivíduos para organização de um grupo social, segundo os valores do bem e do mal.
Concepção e distinção de ética e moral
Para respondermos esta pergunta precisamos entender o que é Ética e Moral. Vamos pensar no seguinte:
Quando um juiz de futebol apita um jogo e durante a partida beneficia um dos clubes participantes. Neste caso ele está cometendo uma falha porque não está sendo imparcial – como deve ser a conduta e ação dos árbitros de futebol. Bem, mas eu pergunto: O juiz está faltando com a ética ou com a moral?
Quando um político desvia verbas que deveriam ser empregadas em benefícios públicos, está sendo antiético? Imoral ou amoral? Ter ou não ter ética! Eis a questão! Ser ou não ser moral eis outra questão!
Mas como isso acontece na prática? Imagine que na escola tenha um aluno que vamos chamar de Joãozinho. Ele tem três amigos: Huguinho, Zezinho e Luizinho. Ao chegar na sala de aula, a professora pergunta para a classe se todos fizeram a tarefa de casa e que iria começar uma prova surpresa. Joãozinho, na verdade foi o único que fez o exercício, enquanto Huguinho, Zezinho e Luizinho ficaram brincando o dia inteiro. Joãozinho está bem mais preparado e não teve dificuldades durante a prova. Huguinho, Zezinho e Luizinho, no entanto, começaram a pedir para Joãozinho as respostas das questões. E então? Passar as respostas ou não? Joãozinho sabe que isso é considerado errado (de acordo com a moral do seu grupo), mas o que ele deve fazer? O que vai guiar o comportamento de Joãozinho nesta hora é a ética.
Resumindo, a moral é um conjunto de regras aceitas por um grupo que definem nossas escolhas em três dimensões: O que queremos fazer? O que podemos fazer? O que devemos fazer? Nem tudo que queremos fazer, podemos ou devemos. Em contrapartida, nem tudo que podemos e devemos queremos! Como fazemos para decidir? O que irá nortear nossas escolhas, nossas decisões é, finalmente, a ÉTICA (pode ser a cristã, não cristã, profissional, etc.). Portanto, ética e moral não se separam.
Resumindo:
A Moral é distinta da Ética: Moral é o conjunto dos hábitos, costumes e regras socialmente aceitas por um grupo. Ética é o conjunto de princípios e valores que norteiam as escolhas dos indivíduos.
Questão ética: é correto que uma só pessoa, baseada em suas próprias convicções, mude o destino de muitas outras sem que essas pessoas saibam, mesmo que seja por uma "boa causa"?
Assim, devemos sempre nos perguntar: quais são os valores que estão norteando nossas decisões e nossos julgamentos? Estão-se vivendo em sociedade podemos pensar de forma totalmente individualista? E afinal, quem é outro? O outro sou eu... Para o outro!
Heteronomia: (hetero= outro, diferente; nomos= lei). Ou seja, a pessoa age de acordo com as regras de outro que lhe são colocadas e ele obedece (para receber recompensa) ou não obedece (e será castigado). Por isso é um comportamento moral infantil, imaturo (mesmo que a pessoa seja um adulto). Esse comportamento é regulado pelo meio social.
Autonomia: Conforme o sujeito vai amadurecendo, vai adquirindo autonomia, se libertando da heteronomia. Para alcançar a autonomia, é necessário exercício racional. Muitas pessoas envelhecem, mas não conseguem atingir essa autonomia em suas condutas. Para isso é preciso formar o sujeito moral autônomo. Não se trata, porém, de individualismo, mas de assumir uma postura crítica diante das regras impostas pelo meio sociais.
Então, uma relação entre o que vemos (a realidade material, palpável) e o mundo do conhecimento (o mundo das ideias, do saber). Conheceremos de fato quando deixarmos o conhecimento nos guiar em meio às trevas até o mundo onde as ideias reinam e resplandecem. Fala de virtude, chega à conclusão de que toda virtude é boa quando é controlada no seu excesso e na sua falta. Em outras palavras, seremos realmente felizes quando exercemos aquilo que temos de mais humano: a inteligência. E o que é a falta de equilíbrio? O vício! É a inteligência que nos torna verdadeiramente felizes, pois é ela que nos diferencia de todos os outros animais e nos livra dos vícios. O bem mais importante a ser adquirido, então, não são as riquezas, a honra, a fama, as glórias, os prazeres... Isso tudo não levará à felicidade. Mas a vida humana não é apenas intelecto, pois seremos corremos o risco de ir de um extremo ao outro. Temos que ter equilíbrio! Procurando uma medida justa.
Atualmente existe 10,3 milhões de funcionários públicos no Brasil nas três esferas de governo. O maior quantitativo pertence às prefeituras são 5,42 milhões, correspondendo a 52,6% do total dos funcionários públicos. Em 1995, os funcionários municipais correspondiam a 39% de todos os empregados do setor público, isso mostra cabalmente que muitas atividades que eram de responsabilidade do governo federal e dos governos estaduais passaram para os governos municipais. Isso porque os governos dos estados também tiveram uma diminuição em termos percentuais do quantitativo dos seus empregados. Em 1995 os funcionários públicos estaduais correspondiam a 45,3% dos empregados públicos das três esferas de governo, atualmente esse percentual é de 37,3%.
Realmente, existem muitas falácias quando se critica o quantitativo de funcionários públicos no Brasil. Existem demandas que são urgentes notadamente nas áreas de segurança publica saúde e educação que somente podem ser atendidas de forma adequada com a contratação de pessoal. O custo de todos os funcionários públicos das três esferas de governo não é baixo, correspondendo a 14% do PIB e a 41,5% das despesas gerais também das três esferas. O que é necessário é incentivar todos os empregados do setor público para eles possam prestar os serviços de acordo com a capacidade de cada um. No setor público é onde estão os empregados mais capacitados, se eles se sentirem prestigiados certamente oferecerão à sociedade brasileira serviços de qualidade e com respeito aos cidadãos. É isso que o povo brasileiro espera de todos os órgãos do setor público.
Muito bem se espera que sejamos muito bem atendidos por essa grande massa de trabalhadores públicos o que o nome por si só é cabalmente incisivo naquilo que o mesmo deve ser para com o publico, ou seja, “ético e moral”, pois não é o que temos visto ultimamente onde passou a população a ser o barnabé do dia a dia carregando nas costas com seus baixos salários os altos salários que existem em todas as esferas inclusive com forte corporativismo em todas as dimensões seja municipal, estadual ou federal que leva muitos casos a parecerem inverossímeis dados a tantos adendos que são acrescidos aos salários.
Como reflexão deixo três casos a pensar: “tudo me é licito, mas nem tudo me convém” de “Paulo de Tarso”.
“De nada adianta ao homem ganhar o mundo se perder sua alma” “de Jesus”.
“As pessoas inteligentes crescem com o próximo sem querer destruí-las” de “Aristóteles”.
(*) TARCISIO OLIVEIRA SOUZA JUNIOR é colaborador de HiperNotícias e escreve às segundas-feiras. E-mail: [email protected]
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