| Mayke Toscano/Hipernoticias |
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A um custo final na casa dos R$ 600,0 milhões, mais cerca de R$ 250,0 milhões equivalentes à perda do antigo Verdão, a Arena Pantanal será o maior equipamento urbano construído em Cuiabá, só perdendo para o complexo Termelétrica/Gasoduto que envolveu próximo de 1,0 bilhão de dólares. É um fato concreto, irreversível, já avançado em quase 50% de suas obras e é necessário que as autoridades, os especialistas e a população em geral tenham a compreensão correta do que seja este novo equipamento urbano, para que se possa extrair dele todas as imensas potencialidades que traz para a cidade e o estado, que ultrapassam em muito seu valor de construção e manutenção.
Tem que ser pensado como poderosa ferramenta de promoção de desenvolvimento regional. O mundo hoje é midiático, globalizado e plano. Só é periferia quem quer. Quem não estiver na vitrine global, não existe, fica para trás, morre. As arenas estão sendo inventadas e construídas agora para colocar um país, uma cidade ou região aos olhos do mundo, fazendo seu marketing, mostrando aquilo que tem para oferecer ao mundo. É claro que a região tem que ter o que mostrar. E o Brasil constrói suas 12 primeiras arenas, uma delas em Cuiabá tendo o Pantanal como âncora. Só que Mato Grosso tem muito mais que as maravilhas do Pantanal. Tem alimentos, biocombustíveis, o centro da América do Sul, as belezas amazônicas, o cerrado, as atrações da agropecuária mais desenvolvida no mundo, as culturas locais pré e pós-colombianas, e até um especial e atrativo calor escaldante e sadio.
Por isso as arenas têm que ser entendidas, em especial em Mato Grosso, como base de uma política bancada pelo estado para o desenvolvimento regional multisetorial e só funcionará em conjunto com outras ferramentas e segmentos que lhes sejam compatíveis em atualidade. O retorno integral de seu investimento envolverá uma enorme parcela não contabilizável espalhada em diversos setores da sociedade, direta e indiretamente e refletirá nas exportações, na ocupação hoteleira, no comércio local, na cultura globalizada trazida e levada pelo turismo, na preparação das cidades para esse novo tempo.
Mato Grosso terá o privilégio de uma dessas estruturas fantásticas. Elas exigem um modelo de gestão à sua altura e à altura do mundo de hoje. Será preciso saber trabalhar com essa nave galáctica que pousou em Cuiabá aproveitando as experiências semelhantes que já existem pelo mundo. Nada de elefantes brancos! Na verdade Mato Grosso ganhou a força de um elefante dourado que irá impulsioná-lo ainda mais em sua integração produtiva com o planeta, levando suas potencialidades, produtos e belezas naturais aos olhos de todo o mundo. Não pode continuar sendo confundido com um estádio de futebol.
(*) JOSÉ ANTONIO LEMOS DOS SANTOS, arquiteto e urbanista, é professor universitário e colaborador de HiperNoticias.
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