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Artigos Quinta-feira, 02 de Julho de 2026, 09:46 - A | A

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Quinta-feira, 02 de Julho de 2026, 09h:46 - A | A

JOÃO SPENTHOF

Crescer juntos para transformar comunidades

JOÃO SPENTHOF

Em uma sociedade marcada por relações econômicas cada vez mais individualistas, concentração de renda e desigualdades, o cooperativismo se apresenta como um modelo de negócio que prova que é possível crescer de forma coletiva, sustentável e inclusiva. E neste 4 de julho, Dia Internacional do Cooperativismo, data instituída oficialmente pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992 e comemorado desde 1995, temos muito que celebrar e reconhecer a força de um movimento que coloca as pessoas no centro das decisões e transforma realidades em todos os cantos do mundo.

Ser cooperado é muito mais do que ter acesso a produtos ou serviços. É fazer parte de um sistema baseado na participação, na democracia e no compartilhamento de resultados. É a prática de um princípio simples, mas poderoso: juntos somos mais fortes.

Os impactos desse modelo de negócio na sociedade são amplos e profundos. Isso porque o cooperativismo é um movimento que acredita nas pessoas, promove inclusão real, desenvolvimento local e transformação social, tripé essencial para construir uma sociedade mais próspera e justa.

Além disso, as cooperativas têm uma característica singular: os recursos e os resultados permanecem nas próprias comunidades. Isso gera emprego, movimenta a economia local, estimula novos investimentos e contribui para o desenvolvimento regional. Onde há cooperativismo, há mais oportunidades, maior circulação de renda e uma rede de apoio que beneficia toda a sociedade.

Dividido em 8 ramos (agro, saúde, infraestrutura, transporte, educação, consumo, trabalho e crédito), a finalidade é a mesma: prosperidade. E os números do setor provam que o modelo está no caminho certo. Dados do Sistema OCB, referentes ao ano de 2024, apontam a existência de 4.384 cooperativas no Brasil. Elas reúnem mais de 25,8 milhões de cooperados e somam mais de R$ 1,39 trilhão de ativos, com mais de R$ 51,3 bilhões em sobras e o emprego de mais 578 mil pessoas.

Especificamente sobre o crédito, ramo do qual o Sicredi faz parte, temos orgulho de dizer que contribuímos para a construção de um mundo melhor. De Norte a Sul, de Leste a Oeste do Brasil, nossas agências estão de portas abertas. Atuamos como agentes de desenvolvimento local, disponibilizando soluções financeiras acessíveis, incentivando a educação financeira, apoiando pequenos negócios e reinvestindo os recursos nas regiões, beneficiando empreendedores, agricultores, famílias e empresas.

Num cenário em que a sociedade busca modelos econômicos mais humanos e sustentáveis, o cooperativismo se fortalece como uma alternativa capaz de conciliar desenvolvimento econômico e responsabilidade social. Seu maior diferencial está justamente naquilo que o torna único: pessoas trabalhando por pessoas.
Neste dia especial, não podemos deixar de celebrar a sanção da Lei 15.433, de 2026, pela Presidência da República. A nova lei reconhece o cooperativismo como manifestação da cultura nacional e determina que o Estado deve garantir a livre atividade, apoiar e estimular o cooperativismo.

Encerro este artigo com um convite à reflexão. Afinal, quando escolhemos cooperar, escolhemos construir comunidades mais fortes, economias mais justas e um futuro em que o sucesso não pertence a apenas alguns, mas é compartilhado por todos. Porque o cooperativismo nos ensina uma das mais importantes lições para o desenvolvimento de qualquer sociedade: ninguém cresce sozinho!

(*) JOÃO SPENTHOF é presidente da Central Sicredi Centro Norte e vice-presidente da OCB/MT (Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Mato Grosso).

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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