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Quando se estabeleceu, há cerca de dois anos, um pouco mais, um pouco menos, a polêmica entre qual seria o melhor meio de transportes ligando Cuiabá a Várzea Grande, se o tal BRT (um ônibus articulado transitando em corredor exclusivo) ou o VLT, espécie de metrô de superfície, entendia a necessidade dessa discussão, até como fórmula democrática para se chegar à conclusão de qual seria o melhor meio.
Com o afunilamento dos debates, concluiu-se que é o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e acho que a escolha está correta, por se tratar de um veículo mais moderno, menos poluente por não ser movido a diesel ou qualquer combustível líquido, mas a eletricidade. Em síntese, um bonde em dimensão maior, mais rápido e confortável. Assim penso sobre o acerto da definição pelo VLT. E acredito que poucas pessoas, inclusive entre aqueles defensores do BRT, pensam hoje o contrário.
Só nunca entendi por qual razão se fomentou, quando do início dessa discussão, a idéia (de Jerico, talvez, com todo respeito aos prestativos muares) de que o BRT ou o VLT, um ou outro, teria que estar pronto até o início da Copa do Mundo, em Cuiabá?
Ao ponto que se criou em torno dessa falsa premissa o conceito de que sem esse tipo de meio de locomoção, Mato Grosso correria o risco de perder a Copa - uma polêmica que trouxe desgastes desnecessários aos órgãos oficiais que cuidam da infraestrutura do evento. Como se as disputas futebolísticas tivessem que ser jogadas em vagões de VLT e não em um estádio, cuja construção, aliás, está em andamento e deve estar pronto a tempo de abrigar os jogos e torcedores.
Nesse aspecto, o de mostrar a estupidez da associação entre a necessidade do VLT e a realização da Copa do Mundo, cabe perguntar: com tantas outras coisas melhores a fazer por aqui, como visitas a Chapada dos Guimarães, ao Pantanal, ou tour pela cidade, as delegações desses selecionados e eventuais torcedores vindos do exterior ou de outras partes do Brasil, vão estar preocupados em passear de metrô de superfície, fazendo um só percurso, Cuiabá-Várzea Grande, sem rotas alternativas?!
Batendo na mesma tecla: por acaso, o VLT tem tanta urgência assim para ser implantado, por que os ônibus e táxis vão sumir do mapa quando da realização da Copa?
A Copa do Mundo de 2014 é um evento importante, mas de curtíssima duração, tendo em vista que Cuiabá vai sediar apenas 4 jogos, sendo que ficarão hospedadas na cidade apenas duas seleções (outras duas ficarão em Brasília) – e oxalá não seja, como se propala e imagina, equipes dos confins da África ou da Ásia, quiçá de alguma republiqueta da América Central. Antes seja o selecionado do Paraguai, que tem um futebol aguerrido e bonito, além de que, por se tratar de um país vizinho, facilita a vinda de um maior contingente de torcedores daquela nação.
A Copa pode ser, e é, o pretexto para a chegada da modernidade, não só quanto ao VLT, mas de obras necessárias em toda a malha viária de Cuiabá e Várzea Grande. A finalidade desses investimentos é a de atender a população cuiabana e várzea-grandense e seus visitantes.
Com ou sem Copa do Mundo. Com ela, melhor ainda.
(*) MÁRIO MARQUES DE ALMEIDA é jornalista. www.paginaunica.com.br. E-mail: [email protected]
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jorge 20/05/2012
E digo mais... o VLT não vai passar nem perto da Arena Pantanal!!! assim...
1 comentários