Quarta-feira, 13 de Maio de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

AgroHiper Terça-feira, 05 de Maio de 2026, 16:18 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Terça-feira, 05 de Maio de 2026, 16h:18 - A | A

TECNOLOGIA E MODERNIDADE

Parque Nacional do Pantanal Matogrossense recebe primeira estação hidrometeorológica instalada dentro da unidade

REDAÇÃO

Uma lacuna histórica no monitoramento ambiental do Pantanal começa a ser preenchida. A organização Ecoa inaugurou, no dia 24 de abril, uma estação hidrometeorológica no Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, na região da confluência dos rios Paraguai e Cuiabá-São Lourenço, na divisa entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O equipamento passa a registrar, em tempo real, dados climáticos e fluviais essenciais para a gestão da unidade. A estrutura foi instalada por meio de projeto financiado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade, com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente e apoio da The Pew Charitable Trusts. A iniciativa contou ainda com participação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Monitoramento em tempo real

A estação reúne dois tipos de monitoramento: climático e hidrológico. Do ponto de vista meteorológico, são registrados temperatura, umidade, volume de chuvas, pressão atmosférica, velocidade e direção do vento. Já na parte hidrológica, o sistema acompanha o nível do rio Cuiabá-São Lourenço, permitindo monitorar o chamado pulso de inundação — fenômeno que determina as fases de cheia, vazante e seca no Pantanal.

Os dados são automatizados e acessados em tempo real por equipes do parque, por meio de dispositivos móveis. Antes, a unidade dependia de estações externas, sem cobertura específica na área da sede.

Segundo o chefe do parque, Nuno Rodrigues da Silva, a localização da estação supre uma deficiência histórica na região. “Essa área da confluência dos rios era deficitária de informações. A estação preenche uma lacuna importante na planície de inundação do Pantanal”, afirmou.

Alerta climático eleva importância do equipamento

A instalação ocorre em um cenário de maior risco ambiental. Projeções da National Oceanic and Atmospheric Administration indicam alta probabilidade de formação de um novo evento de El Niño ao longo de 2026, com intensificação no segundo semestre.

No Brasil, análises do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais e do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul apontam aumento de temperatura, ondas de calor mais frequentes e irregularidade nas chuvas — fatores que ampliam o risco de incêndios florestais no Pantanal.

Nesse contexto, o equipamento ganha papel estratégico. Além de ampliar a base de dados, permite correlacionar variáveis climáticas e hidrológicas com focos de incêndio e fornece informações em tempo real, como direção e velocidade do vento, fundamentais para operações de combate.

“A gente vai poder cruzar dados de cheia e seca com fauna, pesca e projetos de restauração. São informações que fortalecem a gestão como um todo”, destacou Nuno.

Parceria de longo prazo

A instalação da estação é resultado de uma parceria construída ao longo de décadas entre a Ecoa e o parque. A organização atua na região com formação de brigadas comunitárias, educação ambiental e apoio às populações tradicionais, especialmente na Serra do Amolar.

Nos últimos anos, a cooperação foi ampliada com investimentos em embarcações, equipamentos para brigadas e ações de prevenção a incêndios.

“A Ecoa tem atuação constante na região, apoiando comunidades e contribuindo com a gestão do parque. É uma parceria com resultados concretos para a conservação”, avaliou o gestor.

Área estratégica do bioma

Criado em 1981, o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense ocupa cerca de 182 mil hectares de planície alagável. A unidade é reconhecida como Patrimônio Natural da Humanidade e Sítio Ramsar, abrigando espécies como onça-pintada, ariranha e cervo-do-pantanal.

A nova estação hidrometeorológica passa a reforçar o monitoramento de um dos principais patrimônios ambientais de Mato Grosso, em um momento de crescente pressão climática sobre o bioma.

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros