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Irmãos se unem para seguir o legado da família em Canabrava do Norte

Ademar Sérgio Lopes e Adriano Marcos Lopes encontraram em Mato Grosso parceria e orgulho

REDAÇÃO

Os irmãos Ademar Sérgio Lopes e Adriano Marcos Lopes aprenderam desde cedo o valor do trabalho no campo. Associados ao núcleo do Araguaia Xingu da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), os irmãos contaram a trajetória e como foi assumir o legado da família em Mato Grosso. A história de aprendizado e persistência que começou no sul do Brasil, com o tempo, chegou em Canabrava do Norte, município localizado a 1.036 km de Cuiabá.

O primogênito de Aparecido Sérgio Lopes e Cleonice Aparecida Lopes contou sobre as dificuldades de quando iniciou na lida ainda criança. Ademar explica que morar na zona rural traz cobranças desde cedo e que o começo é sempre desafiador. Apesar das dificuldades, hoje Ademar tem a satisfação de seguir os passos de seus pais e ver o trabalho dando frutos.

“É satisfatório, porque com todos os problemas que tivemos do começo até hoje, a gente só cresceu, mesmo com as dificuldades que ainda surgem. Então, isso é gratificante, ver que está dando certo, que você está conseguindo e apesar de tudo ir tocando a vida”, destacou.

Ao contrário do irmão mais velho, que sempre esteve envolvido nas atividades da lida, Adriano não queria sair do Paraná para expandir os negócios em outro estado, mas foi o primeiro a enxergar em Mato Grosso um lugar especial para morar. Ele foi o pioneiro da família a desbravar as terras mato-grossenses, trazendo toda a família para Canabrava do Norte em seguida. Os irmãos e o pai iniciaram a busca por um novo espaço em Tocantins, mas ao retornar para casa, passaram pelo município e encontraram terra fértil e esperança.

“Eu fiquei um período de 12 anos fora, de certa forma envolvido, mas distante da agricultura. Me encontrei de verdade, hoje nós podemos falar com toda certeza que a agricultura foi o melhor passo que nós demos, principalmente eu. Eu vim para cá e no começo a família ficou lá no sul, eu fiquei aqui um ano sozinho. Em seguida o pai veio, depois o meu irmão veio e olharam essa área que nós estamos aqui hoje, e acabamos comprando esse pedacinho aqui. Pedi para trazerem a colheitadeira, veio a colheitadeira para cá, e nós trabalhamos um período da safra aqui”, relembrou.

Mesmo com a criação semelhante, para Ademar foi natural seguir os passos dos pais na lida do campo no Paraná. Ele conta que sempre gostou muito de tratar e do dia a dia na fazenda e isso o incentivou a tomar gosto pela atividade.

Do mesmo jeito que os irmãos foram criados para tomar o gosto pela agricultura, Ademar e Adriano seguem fazendo com os filhos e sobrinhos. Eles explicaram que já introduziram toda a família nas atividades agrícolas. Ademar contou que desta forma os filhos já se acostumam com a vida no campo e mantém a tradição dos pais.

“Se os nossos filhos não seguirem o nosso legado, nós vamos ficar desanimados, porque o sacrifício é muito grande, envolve muito dinheiro que você movimenta e não que te sobra. Então, se você pensar que não vai ter um seguimento para frente, aí você pensa que é melhor eu parar com isso, vender e viver um pouco”, afirma.

Ao olhar a trajetória, Ademar afirma que tudo o que aprenderam e adquiriram veio através do esforço dos pais. O casal que iniciou a trajetória no campo prestando serviços para terceiros, com o tempo, foi conquistando seus próprios bens. O exemplo fez com que Ademar seguisse os passos do pai, assim como os filhos dele também o seguiram. Henrique Custódio Lopes e Lucas Custódio Lopes ajudam o pai e o tio nos afazeres da fazenda.

“Hoje os nossos filhos e sobrinhos já estão dominando tudo. Inclusive, tem o genro do meu irmão que chegou, que era vidraceiro e nós trouxemos ele para o campo também. Eu sinto muito orgulho de seguir esse legado. Além de me sentir orgulhoso, eu incentivo meus filhos e meus netos”, conta.

Assim como o irmão, Adriano incentiva os filhos Joice Comper Lopes e Kaike Comper Lopes a seguirem o legado da família. Ele afirma que tem muito orgulho de ver o resultado da lavoura e sente satisfação quando vê o resultado da produção.

“Você chegar na beirada da roça e falar: eu participei disso aqui. Aí você olha e ali está aquela lavoura bonita. Às vezes eu ando com a minha filha e falo algumas situações dessas para ela como forma de incentivo, meu menino também. Tem as horas difíceis e as horas mais tranquilas. Eu acho que você nasce ali, parece que está no sangue e você tem que gostar, porque na agricultura muita gente não tem a visão geral do que é essa atividade, mas a agricultura é uma coisa muito gostosa. Um dia eu brinquei com meu sobrinho aqui, eu falei que isso aqui proporciona uma sensação de liberdade e isso é muito bom”, finaliza.

Hoje, a família toda está unida trabalhando juntos na propriedade, assim como os pais iniciaram. Ademar e Adriano se realizaram na agricultura, de modo que a paixão pela atividade alcançou toda a família. Os irmãos permanecem no legado e transmitem o aprendizado às futuras gerações da família Lopes. Histórias como a da família Lopes mostram que a agricultura mato-grossense é feita de sonhos, amor e resiliência.

 

 

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