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AgroHiper Sexta-feira, 26 de Junho de 2026, 14:42 - A | A

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Sexta-feira, 26 de Junho de 2026, 14h:42 - A | A

INCÊNDIOS FLORESTAIS

Apro360 recebe comandante-geral do Corpo de Bombeiros; assista

Episódio reforça a importância da conscientização, da atuação preventiva e da parceria entre no enfrentamento às queimadas

DA REDAÇÃO

O podcast Apro360, da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), recebeu nesta quinta-feira (25.06) o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, coronel Flávio Glêdson, para um bate-papo sobre ações de prevenção, combate e conscientização relacionadas aos incêndios florestais em Mato Grosso. O episódio reforçou a importância da informação, da responsabilidade compartilhada e da parceria entre produtores rurais e instituições no enfrentamento às queimadas.

Durante a conversa, o coronel Flávio Glêdson destacou que o produtor rural exerce papel estratégico no combate aos incêndios, atuando como um importante parceiro do Estado nas ações de prevenção e resposta rápida.

“O que o Estado busca é justamente integrar todos esses atores para fortalecer as ações em todo o território mato-grossense e reduzir a intensidade dos incêndios. E não é por acaso que estamos aqui hoje, porque um dos maiores parceiros nesse enfrentamento é o próprio produtor rural. Ele está na linha de frente, acompanha os problemas de perto, não quer fogo em sua área e, por isso, participa de forma tão ativa no combate a essa problemática”, destacou.

O comandante também reforçou a necessidade de ampliar a conscientização da população sobre os riscos do uso do fogo, especialmente com a proximidade do período proibitivo. Segundo ele, a partir de 1º de julho, o uso do fogo passa a ser proibido em todo o estado e qualquer prática irregular poderá ser enquadrada como crime ambiental.

“Estamos intensificando essas ações no campo da conscientização e no fortalecimento das estruturas que já estão atuando. É preciso elevar o nível de atenção para evitar que façam o uso do fogo neste ano. É importante lembrar que, independentemente de El Niño, a partir de 1º de julho estará proibido o uso do fogo. Isso significa que qualquer pessoa, em qualquer lugar do estado, que utilizar fogo estará cometendo um crime e poderá ser conduzida à delegacia. É essa conscientização que buscamos reforçar, especialmente neste ano, porque as previsões dos especialistas apontam que essa condição de superaquecimento climático deve se intensificar, principalmente entre meados de agosto e outubro, tornando o período de estiagem ainda mais severo em Mato Grosso”, reforçou coronel Flávio Glêdson.

Ao abordar os períodos mais críticos do ano, o comandante compartilhou orientações práticas aos produtores rurais para minimizar riscos dentro das propriedades e agir de forma preventiva diante de focos de incêndio.

“A gente recomenda que o produtor rural, especialmente nesse período que coincide com a colheita do milho, realize a colheita no momento mais adequado, monitorando de perto as condições meteorológicas e buscando um período com temperatura mais amena e um pouco mais de umidade. Outra orientação importante é a manutenção dos aceiros e da divisão dos talhões, para evitar que um fogo vindo de outra área ou até mesmo de uma estrada se espalhe para dentro da propriedade. Também reforçamos que os produtores mantenham em boas condições os equipamentos que podem ser utilizados no combate aos incêndios, como carros-pipa, sopradores, caminhões e carretinhas para transporte de água. Mesmo que ele não precise usar esses equipamentos na própria fazenda, pode ser fundamental para apoiar um vizinho em uma situação de emergência”, recomendou o comandante-geral do CBMMT, coronel Flávio Glêdson.

Na ocasião, Glêdson também chamou atenção para os prejuízos causados pelos incêndios, que vão além da perda imediata da produção e impactam diretamente a qualidade do solo, os nutrientes e a produtividade futura das áreas atingidas.

“Certa feita, um agrônomo relatou o tamanho do prejuízo quando um incêndio atingia a área cultivada. Não era apenas a perda daquela produção em si, mas também os danos causados ao solo e aos nutrientes, que acabam impactando a produtividade e até os plantios futuros. Isso nos chamou muita atenção, porque, se o prejuízo para o produtor é tão grande, por que ainda insistem em atribuir a ele a responsabilidade pelo fogo? Na vivência prática, percebemos que existe um grande paradoxo nessa narrativa de que o produtor rural teria a intenção de colocar fogo. Toda vez que estamos em campo, nossos principais apoiadores são os produtores rurais. Eles colocam à disposição equipamentos que ajudam no enfrentamento, independentemente do incêndio estar ou não em suas áreas. Por isso, sempre nos causou inquietação ver esse assunto sendo divulgado de uma forma que não corresponde à realidade que encontramos no dia a dia”, salientou.

O episódio reforça a importância da conscientização, da prevenção e da atuação conjunta entre poder público e setor produtivo para reduzir os impactos dos incêndios florestais em Mato Grosso. O conteúdo completo está disponível nos canais oficiais da Aprosoja MT no YouTube e Spotify.

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