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Quarta-feira, 02 de Setembro de 2026, 16h:21 - A | A

GUITARRISTA DO TIHUANA

Simone Mendes enfrenta processo por desabamento de muro em condomínio de luxo

Desabamento atingiu lago de carpas e piano de R$ 400 mil no bairro de Alphaville. Segundo ação, cantora não teria pedido desculpas ou dado assistência.

G1

Reprodução

SIMONE MENDES

Simone Mendes está envolvida em uma disputa judicial com a empresa de um vizinho no condomínio de luxo Tamboré 1, em Alphaville, na Grande São Paulo.

O processo está relacionado ao desabamento de um muro de uma obra no imóvel da cantora. Segundo a ação, provocou uma enxurrada de lama e escombros na residência vizinha.

O g1 teve acesso a petição inicial e às decisões do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). A propriedade atingida pertence à empresa Black Diamond Holding, administrada pelo músico e guitarrista Léo Stuart, da banda Tihuana, dona de músicas como "Tropa de Elite" e "Que ves".

O caso ocorreu na tarde de 6 de novembro de 2024.

Ao g1, a assessoria de Simone Mendes afirmou que o episódio teria sido um incidente causado durante fortes chuvas. Segundo a equipe, a obra era executada por uma empresa contratada, responsável pela condução e segurança dos trabalhos. O advogado de Léo Stuart foi procurado, mas não respondeu até a última atualização.

Entenda o que aconteceu:

Desabamento também teria atingido piscina e pomar

De acordo com a petição inicial, Léo Stuart estava em casa quando ouviu estalos no muro da obra vizinha. Pouco depois, a estrutura cedeu, e lama e escombros invadiram a propriedade.

O músico afirma que o episódio destruiu parte do muro de sua residência e provocou danos em diferentes áreas do imóvel, como o pomar e o lago de carpas. Uma das carpas teria morrido após o lago ser atingido.

Segundo o Portal Terra, entre os bens afetados também está a piscina da casa e um piano avaliado em cerca de R$ 400 mil.

Na petição, o músico afirma que o desabamento colocou em risco os moradores e animais da residência. Ele também relata que acionou a Defesa Civil e o condomínio após o episódio e pediu a paralisação da obra vizinha.

Músico diz que Simone não prestou assistência
Léo afirma ainda que Simone, apontada na ação como proprietária da obra, não teria feito contato com ele após o episódio para saber o que havia acontecido, pedir desculpas ou oferecer qualquer tipo de assistência.

Na petição, o músico também afirma que a continuidade da obra poderia provocar novos desmoronamentos e dificultar a produção de provas sobre as causas do episódio.

Caso foi registrado na Polícia Civil
No dia seguinte ao episódio, Léo registrou um boletim de ocorrência em Barueri. O caso foi inicialmente registrado como desabamento ou desmoronamento, previsto no artigo 256 do Código Penal.

Na primeira versão do documento, a autoria aparecia como desconhecida. Em uma atualização posterior, Simone Mendes foi identificada como proprietária da construção relacionada ao episódio.

A inclusão do nome da cantora no boletim, porém, não significa que ela tenha sido apontada como autora ou responsabilizada pelo crime. O documento registra a relação dela com o imóvel. Eventual responsabilização criminal dependeria da apuração do caso.

Simone alegou danos causados por 'força maior'
Para se defender no processo, Simone alegou que os danos foram causados por "força maior" devido às fortes chuvas daquele período.

O laudo pericial técnico anexado ao processo, no entanto, desmentiu a tese. Segundo a perícia, a causa do colapso foi a falta de engenharia preventiva na obra da cantora.

O perito constatou que o muro de Simone não possuía sistema de drenagem e nenhuma estrutura de suporte para esforços horizontais. Com as chuvas, o solo ficou saturado e a estrutura funcionou como uma barragem de terra sobre o terreno vizinho, gerando uma pressão que levou ao desabamento.

Briga judicial aguarda decisão
Após a decisão do TJ-SP, a defesa de Simone apresentou embargos de declaração. Entre os argumentos, apontou a ausência de parâmetros técnicos mínimos para a reforma e voltou a sustentar que os danos estariam relacionados a um caso fortuito ocorrido em 2024.

Em decisão de 13 de julho de 2026, o Tribunal rejeitou os embargos. Para o relator, não havia omissão, contradição ou obscuridade na decisão anterior.

Agora, a defesa de Simone apresentou um Recurso Especial, na tentativa de levar a discussão aos tribunais superiores.

O processo foi encaminhado ao setor responsável pela tramitação dos recursos destinados aos tribunais superiores e aguarda a apresentação de contrarrazões.

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