Um encontro que deveria ser íntimo, caloroso e regado a muito sexo, entre uma garota de programa e um homem que se apresentava como “empresário forte”, transformou-se em treta homérica, com direito a lavagem de roupa suja em plena via pública, calote de quatro dígitos e vexame, e virou notícia – publicada na coluna Na Mira, claro.
Tudo começou no ambiente discreto de uma conhecida boate de entretenimento adulto, em São Luiz, no Maranhão. Entre drinks caros e olhares insinuantes, o suposto “homem de negócios”, que mais tarde se identificou como André Maia, esbanjou uma marra que não se sustentava no figurino: vestia apenas bermuda, camiseta e chinelos. Nada disso impediu que ele cativasse a acompanhante, selando um acordo picante: R$ 2 mil por uma noite de prazer sem limites.
O clima de romance azedou completamente na hora do acerto de contas. Após “encher a cara” e desfrutar dos encantos da mulher, o suposto empresário simplesmente se recusou a abrir a carteira. “Ele acha que pode chegar no puteiro e comer puta de graça”, gritava a garota de programa, indignada, com o celular gravando tudo. “Dá um tchauzinho pra sua esposa.”
Calote e barraco
Furiosa com a audácia do caloteiro, a profissional do sexo não pensou duas vezes: sacou o smartphone e transformou a madrugada maranhense em um set de filmagem de um reality show de subúrbio. A discussão furiosa rompeu as portas da boate e ganhou o asfalto.
A cena quase resultou em agressão. Nem mesmo o momento em que o empresário, visivelmente alterado pela bebida, urinava no próprio pé, foi capaz de interromper o fogo cruzado de ofensas. Enquanto ele tentava se aliviar no meio-fio, a garota o encurralava com a câmera, exigindo o cachê.
O ápice aconteceu quando a mulher prometeu que o rosto do caloteiro estamparia as páginas da imprensa nacional. “Aqui, ó, o André. Esse aqui, ó. Ele que acha que pode chegar no puteiro e achar que vai comer puta de graça e nem conhece as putas de verdade”, disparou a mulher, com a voz raivosa.
“Quero sair no Metrópoles”
Longe de se envergonhar, André mostrou que o álcool havia o deixado cheio de coragem e seguiu contando vantagem. Com sorriso irônico, rebateu: “Se amanhã eu não amanhecer no Metrópoles, vou ficar bolado. André Maia, empresário forte!”.
A confusão final veio em forma de toque de celular. No meio do barraco, o telefone do “empresário forte” começou a tocar. Era a esposa. Acompanhando o desespero do homem, a garota de programa tripudiou.
“A esposa ligando. Vai lá. Dá um tchauzinho pra sua esposa. Amanhã você tá no Metrópoles… amanhã você vai conhecer a otária”, ameaçou a profissional, prevendo o fim do casamento do “galã de chinelos”.
A reportagem tenta localizar o empresário para dar sua versão. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.
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