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Variedades Quarta-feira, 17 de Junho de 2026, 16:09 - A | A

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O Brasil ganha a Copa? Simulador criado pela USP aponta 8% de chances

Simulador interativo criado pela USP em parceria com outras universidades públicas, incluindo a UFMT, estimam probabilidade de resultado de jogos da Copa

METRÓPOLES

Quais são as chances estatísticas do Brasil vencer a Copa do Mundo de 2026? Segundo o novo simulador desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA) em parceria com outras instituições, a probabilidade é de 8,3%.

A plataforma interativa Previsão Esportiva foi criada na Copa do Mundo de 2010, mas agora é a primeira vez que ela abre o algoritmo de simulação ao público, permitindo que ele interaja com os dados, modifique seleções e critérios de cálculo e acompanhe em tempo real como as probabilidades são afetadas.

Os interessados podem encontrar no site a probabilidade de cada seleção avançar de fase e conquistar o título final, segundo os modelos estatísticos do projeto, com base em duas metodologias diferentes. A Previsão Esportiva aponta que a seleção da Espanha tem maior chance de ganhar, com 15,9%, seguida pela França, com 14,8% e a Inglaterra, com 10,3%.

O Brasil aparece entre os cinco primeiros com maior probabilidade de ser campeão do torneio mundial, na frente da última vencedora da Copa do Mundo de 2022, a Argentina, que teve 8,2% de probabilidade de vencer segundo as estimativas do projeto.

Segundo os idealizadores, cada seleção recebe um índice de força e, a partir dele, é simulado um torneio inteiro, com a fase de grupos, mata-mata e finais, com modelo de gol. A Previsão Esportiva rodou a Copa do Mundo de 2026 um milhão de vezes às vésperas da estreia, no dia 11 de junho.

A plataforma também mostra a probabilidade dos resultados dos confrontos separados por data e por grupo. Por exemplo, para os jogos na data de hoje, quarta-feira (12/6), as estatísticas indicam que Portugal deve ganhar da República Democrática do Congo, com 63,1% de chances de vitória contra 14,3% do país africano. Também é possível fazer bolões com a ferramenta.

A Previsão Esportiva é uma iniciativa de pesquisa e divulgação científica de análise probabilística de futebol, reunindo, além da USP e UFBA, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Neoma Business School.

Para um dos idealizadores do projeto e professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP de São Carlos, Francisco Louzada Neto, a plataforma é um laboratório vivo. O grande sucesso, segundo ele, não é apenas estimar quem levanta a taça, mas também democratizar o acesso à ciência.

“Ver que hoje conseguimos abrir nosso algoritmo para que qualquer torcedor possa ‘pilotar’ as simulações no site é a prova de que estamos cumprindo nossa missão: mostrar que a estatística e a ciência de dados não são apenas uma ‘caixa-preta’, mas ferramentas importantes para entender o mundo (no nosso caso, do futebol) com muito mais clareza, e que os números também têm paixão”, disse.

Métodos utilizados no projeto
Segundo os pesquisadores, são dois modelos utilizados no projeto. O modelo bayesiano combina indicadores objetivos — como a pontuação no ranking Fifa — com subjetivos, baseados em palpites e estimativas de especialistas sobre placares de jogos.

Já o outro, o modelo de força, calcula o potencial de cada seleção exclusivamente com base em indicadores objetivos, como o ranking Fifa, o ranking Elo, o desempenho recente de cada time e o histórico de jogos na Copa do Mundo.

E o Brasil?
Segundo as estimativas da plataforma dos pesquisadores, o Brasil tem poucas chances de não se classificar, com apenas 4,6%. Nas Copas simuladas, a seleção caiu em 32% das vezes nos 16-avos. A porcentagem de que chegue às oitavas de finais é de 63,6% e, nas quartas, 41,7%.

Os dados também calcularam os possíveis adversários do país em algumas das fases. Nos 16-avos, a Holanda aparece como a mais possível, com 31% de probabilidade. Na fase final, Espanha e França aparecem como as principais adversárias.

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