Diversos influenciadores passaram a denunciar nas redes sociais a agência Hello Group por supostos golpes financeiros, desvio de valores, atrasos em pagamentos e contratos fechados sem autorização. Após a repercussão das acusações, os perfis da empresa foram desativados em diferentes plataformas.
Entre os relatos está o do casal Robert e Gustavo, responsáveis pelo perfil 2 de Pais. Eles afirmam que perderam cerca de R$ 500 mil referentes a trabalhos feitos para marcas por meio da agência. Parte do valor, segundo eles, seria destinado a investimentos nos filhos, Marc e Maya.
O casal também relata que os donos da agência, Marcelo Chiba Proença e Rodrigo Holtz Chiba, dificultavam o contato direto com os contratantes e alegavam falsos atrasos nos pagamentos.
“Ao entrarmos em contato com as marcas, descobrimos que nunca houve atraso de pagamento por parte delas. Enquanto implorávamos por respostas, eles nos olhavam nos olhos e mentiam que estavam tentando ajudar, quando o dinheiro já estava na conta deles.”
Falsos contratos
A criadora de conteúdo Lari Teófilo também denunciou irregularidades envolvendo a Hello Group. Além de ocultação de valores e repasses abaixo do esperado, ela afirma que a agência falsificava assinaturas e firmava contratos sem seu conhecimento. As marcas acreditavam que os documentos haviam sido assinados por ela.
“É nesse outro e-mail que havia essa assinatura de contratos, enfim, contratos esses que eu não assinei, mas que as marcas juravam que eu que tinha assinado”, relatou. “Foram cinco anos que eu provavelmente recebi um terço ou um quarto do que eu realmente valia. Em vários momentos eu lembro de ficar sem entender porque que outros influenciadores ganhavam bem mais que eu.”
O influenciador Cesinha Fernandes anunciou o desligamento da agência e informou que ingressou na Justiça para reaver valores não repassados após um trabalho pago por uma marca. Embora classifique o montante como pequeno, ele afirma que o dinheiro lhe pertence. Ele também reforçou a denúncia de pressão psicológica e uso de laços pessoais para aplicar os golpes.
“Eles usaram de pressão psicológica com outros influenciadores, eles usaram de amizade, eles foram baixos para muita gente que está chegando na comunicação agora, que é um mundo completamente novo”, declarou.
Outros criadores também relataram experiências semelhantes. Zel Junior comentou ter confiado a carreira à agência. “Passei meses me odiando por ter acreditado e confiado minha carreira nas mãos deles”, escreveu. Filipe Maia afirmou que enfrentou uma disputa judicial contra a empresa para receber valores devidos.
Após as denúncias ganharem repercussão, os perfis da Hello Group no Instagram, Facebook e LinkedIn foram desativados, assim como o site oficial. O Metrópoles procurou os sócios Marcelo e Rodrigo Chiba, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.
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