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Variedades Quinta-feira, 16 de Abril de 2026, 10:30 - A | A

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Dominique Scharf: conheça a história da estelionatária retratada em Tremembé 2

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A nova temporada de Tremembé, do Prime Video, aposta em uma nova figura para ampliar sua narrativa, Dominique Scharf. Interpretada por Giovanna Antonelli, a personagem é inspirada em uma das criminosas mais conhecidas do País.

A escolha reforça o tom da série, que mistura dramatização e realidade ao retratar histórias que marcaram o sistema prisional brasileiro. Na trama, Dominique se junta a outros nomes emblemáticos, compondo um mosaico de personagens que viveram, e ainda vivem, as consequências de crimes de grande repercussão.

Origem privilegiada, caminho improvável

Nascida em São Paulo, em 1960, Dominique Cristina Scharf cresceu em uma família de classe alta, filha de pai americano e mãe alemã. A trajetória inicial, marcada por acesso a educação e conforto, contrasta com o caminho que ela passaria a trilhar ainda jovem.

Aos 21 anos, teve seu primeiro registro criminal. A partir daí, construiu um histórico marcado por golpes sofisticados, fraudes e crimes patrimoniais que se estenderam por décadas.

Golpes, violência e longa ficha criminal

Ao longo dos anos, Dominique acumulou condenações por estelionato, falsificação de documentos, furtos e assaltos à mão armada. Entre os episódios mais graves está uma tentativa de homicídio, em 2003, quando atirou contra um vendedor de joias durante um assalto.

Também foi acusada de extorsão mediante sequestro nos anos 1990, em um caso posteriormente reclassificado pela Justiça. Em 2016, suas penas foram unificadas, totalizando mais de 57 anos de prisão.

A série deve adaptar esse histórico, arredondando a condenação para 58 anos, reforçando o peso de sua trajetória criminal dentro da narrativa.

Vida em Tremembé: adaptação e estratégia

Grande parte dessa história foi vivida dentro da Penitenciária Feminina de Tremembé, onde Dominique passou 32 anos presa. Segundo relatos da própria, a rotina na prisão era encarada como uma forma de sobrevivência.

Ela se manteve ativa em atividades como costura, cursos profissionalizantes e leitura, estratégias que, segundo afirmou, ajudaram a preservar sua sanidade ao longo do cumprimento da pena.

Durante esse período, conviveu com outras detentas conhecidas, como Elize Matsunaga, o que também contribuiu para a construção de sua visão sobre o ambiente prisional.

Liberdade e tentativa de recomeço

Dominique deixou a prisão em 2025, aos 65 anos, após cumprir mais de três décadas de pena, período ampliado por episódios como fugas, que impactaram sua progressão no regime.

Em liberdade, afirma buscar uma vida distante do crime. Entre os planos, está a criação de uma marca de roupas de tricô, habilidade desenvolvida durante os anos de encarceramento, além do desejo de se reaproximar da família e, possivelmente, viver fora do Brasil.

A personagem na série e os novos caminhos da trama

Na segunda temporada de Tremembé, Dominique surge como peça central na dinâmica da prisão, dividindo espaço com outros nomes conhecidos do noticiário policial. A produção também deve explorar a convivência entre diferentes perfis de detentos, ampliando o olhar sobre o sistema carcerário.

Com direção de Vera Egito e roteiro baseado na obra de Ullisses Campbell, a série mantém o foco em narrativas reais adaptadas para a ficção, explorando não apenas os crimes, mas também os bastidores e as relações dentro da prisão.

(Com Agência Estado)

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