Em nota, a companhia informou que o acerto envolve o campo Petroquiriquire e prevê, além da retomada operacional, medidas para ampliar a produção, garantir mecanismos de pagamento e fortalecer o arcabouço de atuação no país. O acordo está dentro do escopo da licença geral concedida pelo governo dos Estados Unidos, que permite investimentos de petroleiras estrangeiras na Venezuela.
Segundo a Repsol, a produção atual no país gira em torno de 45 mil barris por dia, concentrada principalmente em Petroquiriquire, onde a PDVSA detém 60% e a empresa espanhola, 40%. A companhia afirma estar preparada para elevar a produção em 50% em até 12 meses e triplicá-la em três anos, "desde que as condições necessárias sejam mantidas".
O diretor executivo de Exploração e Produção da Repsol, Francisco Gea, destacou que a empresa já possui ativos e capacidades técnicas, operacionais e humanas para sustentar o aumento da produção. O acordo também busca dar maior previsibilidade financeira às operações, em um contexto em que a Venezuela ainda acumula dívidas relevantes com a companhia.
A Repsol atua na Venezuela desde 1993 e, diferentemente de outras petroleiras, manteve presença contínua mesmo durante períodos de maior instabilidade. Recentemente, a empresa também firmou, ao lado da italiana Eni, um acordo para garantir a continuidade da produção de gás natural em 2026.
(Com Agência Estado)
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