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Bienal de SP anuncia Amanda Carneiro e Raphael Fonseca como curadores-chefes da 37ª edição

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A Fundação Bienal de São Paulo anuncia nesta terça-feira, 28, os curadores-chefes da 37ª edição da Bienal de São Paulo. Previsto para ocorrer no segundo semestre do próximo ano, no Parque Ibirapuera, o evento vai contar com um modelo curatorial completamente brasileiro, com Amanda Carneiro e Raphael Fonseca.

A dupla foi escolhida após um comitê de seleção curatorial conduzido pela Fundação Bienal. Amanda Carneiro é curadora do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) desde 2018, onde organizou mostras como Santiago Yahuarcani (2026); Hulda Guzmán (2025); e Abdias Nascimento (2022). Ela ainda foi organizadora artística da 60ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, de 2024.

Já Raphael Fonseca é curador de artes visuais da fundação Culturgest, com sedes em Lisboa e no Porto, em Portugal, e do Pavilhão de Taiwan na 61ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza deste ano. Além disso, também é curador at large de arte moderna e contemporânea latino-americana no Denver Art Museum, nos Estados Unidos, cocurador do festival Sequences, em Reykjavík, na Islândia, previsto para o próximo ano, e integra o grupo curatorial da 3ª Counterpublic Triennial.

É a primeira vez que dois curadores brasileiros assumem, juntos e em paridade, a liderança artística do evento. "É uma decisão que nasce de um processo de seleção criterioso, coletivo e de uma convicção clara: de que existe, no Brasil, uma geração curatorial com o talento, a experiência e a visão necessários para manter a Bienal de São Paulo no centro do debate artístico do nosso tempo", comenta, em nota, Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo.

A Bienal de São Paulo é considerada o maior evento de arte da América Latina. No ano passado, o projeto curatorial do evento teve como tema Nem todo viandante anda estradas - Da humanidade como prática, inspirado por Conceição Evaristo e idealizado pelo camaronês Bonaventure Ndikung. Ele trabalhou com uma equipe de cocuradores composta pela marroquina Alya Sebti, a suíça Anna Roberta Goetz e os brasileiros Thiago de Paula e Keyna Eleison.

(Com Agência Estado)

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