Quinta-feira, 02 de Abril de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Variedades Segunda-feira, 17 de Abril de 2023, 09:49 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Segunda-feira, 17 de Abril de 2023, 09h:49 - A | A

ASSÉDIO SEXUAL

Bares do Rio criam códigos para ajudar pessoas em risco

A comunicação por código ganhou popularidade após a promulgação de uma lei estadual, em 2019, que obriga estabelecimentos a prestarem auxílio para mulheres que se sintam em situação de risco

EXTRA GLOBO

“Cadê a Angela?” Essa é a pergunta que uma mulher fará no bar do Coltivi, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, se estiver em situação de risco dentro do estabelecimento. A frase, como informa um recado dentro do banheiro feminino, é a senha para indicar que algo não vai bem, numa estratégia que vem sendo adotada em bares, restaurantes e casa s noturnas — cada lugar com sua versão — para facilitar denúncias de assédio, violência ou importunação. A comunicação por código ganhou popularidade após a promulgação de uma lei estadual, em 2019, que obriga estabelecimentos a prestarem auxílio para mulheres que se sintam em situação de risco.

LEIA MAIS: Michelle Bolsonaro diz que parte dos móveis da Alvorada eram seus

Drinques fictícios
No Coltivi, o recado atrás da porta do banheiro diz: “Está em um encontro que está ficando estranho? Sente que não está em uma situação segura? Vá pelo bar e pergunte ‘Cadê a Angela’?”. A personagem fictícia foi importada de uma campanha contra assédio feita na Inglaterra, em 2016, que chegou ao conhecimento de Piero Zolin, de 41 anos.

— Com essa era nova de encontros marcados por aplicativos, os riscos aumentaram — afirma o dono e fundador do Coltivi.

Yuri Evangelista, chefe do bar, lembra da única que vez em que uma mulher procurou pela “Angela”. Nervosa, a cliente utilizou o código e foi prontamente acolhida por Yuri, que a levou até o escritório do estabelecimento.

— Ela não quis entrar em detalhes, só disse estar nervosa e que só sairia quando o homem que a estava acompanhando deixasse o local. Eles tinham se conhecido em um aplicativo de relacionamento, e algo saiu do controle — conta Yuri.

A estudante de psicologia Maria Eduarda Lopes Cavaleiro, de 19 anos, já esteve em um encontro onde se sentiu “desconfortável” e “invadida”. E lamenta não ter um recurso como esse na época.

— Meu limite foi desrespeitado por esse rapaz, e fiquei sem reação. Acredito que, se essa ideia já estivesse em prática, teria sido bem útil, pois, após a primeira situação desconfortável, eu conseguiria ir embora. Na época, fiquei até o fim — lembra Maria.

No Rio de Janeiro, esse mecanismo de defesa inspirou a lei estadual 8.378, da deputada Enfermeira Rejane (PCdoB), que estabelece que bares, casas noturnas e restaurantes são obrigados a adotar medidas para auxiliar mulheres em situação de risco nas dependências desses estabelecimentos.

A lei diz que a informação sobre o socorro disponível deve ser exposta em “cartazes fixados nos banheiros femininos ou em qualquer ambiente do local”. Também é obrigação do estabelecimento treinar e capacitar os seus funcionários para a aplicação das medidas previstas.

Sérgio Pires e Gustavo Paiva, empresários à frente do restaurante Bora!, em Campo Grande, na Zona Oeste, não conheciam a lei quando adotaram a tática do recado personalizado no banheiro feminino. Por lá, um cartaz orienta a cliente a ir até o bar e pedir o drinque “Bora Fora”.

— Se chegou ao nível de pedir ajuda, é porque a situação está muito fora da normalidade, é de perigo. Então, precisamos estar preparados para uma possível ocorrência — conta Pires.

No Zazá Bistrô, em Ipanema, a preocupação com a proteção das mulheres está presente desde o início. As donas, Zaza Piereck, de 54 anos, e Preta Moyses, de 46, mesmo antes da implementação da lei, já tinham um “drinque” indicado no banheiro como código para situações de risco.

— Como nunca tivemos nenhum caso, resolvi trocar o drinque por um recado mais claro. Fiquei com medo de não procurarem ajuda por algum mal-entendido — explica Zazá, que adotou um cartaz padrão do Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro.

Para a delegada de Polícia Monica Silva Areal, a iniciativa pode salvar vidas.

— É muito comum ouvir o relato de mulheres que ficaram em situações desconfortáveis em encontros e não souberam como sair. Esse recado no banheiro pode salvar uma vida — garante.

FONTE: https://extra.globo.com/rio/casos-de-policia/noticia/2023/04/senhas-contra-o-assedio-sexual-bares-do-rio-criam-codigos-para-ajudar-pessoas-em-risco.ghtml

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros