A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, abordou a questão da violência de gênero e feminicídio no estado, minimizando o número de casos em comparativo ao cenário nacional e cobrando leis federais de combate e punição mais rigorosas.
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“Não adianta falar que o estado de Mato Grosso é o maior [em casos de feminicídio], no Brasil inteiro está acontecendo, só que não tem lei para que o agressor seja preso e que ele tenha medo disso”, declarou em entrevista nesta quarta-feira (25.03).
Virginia Mendes expressou sua frustração com a falta de leis eficazes para combater o problema e citou o exemplo da chacina de Sorriso, em que Gilberto Rodrigues dos Anjos ceifou a vida de Cleci Calvi Cardoso e suas três filhas.
“Hoje o agressor não tem medo, ele sabe que ele vai sair. Que tem uma brecha na lei, daqui a pouco ele está na rua e ele vai lá e mata a mulher, ou ele agride a próxima e muda de estado, como aconteceu em Sorriso, aquele agressor que pegou a mãe e as três filhas. Ele não era do nosso estado, ele veio para cá com uma identidade falsa, com documento falso e tirou uma vida, uma família”.
A primeira-dama também ressaltou que, atualmente, "o agressor não tem medo", pois sabe que há brechas na lei que permitem sua soltura, levando a casos de reincidência ou de fuga para outros estados.
“Eu fico muito muito chateada, muito triste porque eu acho que o governo federal tinha que alguém ir lá brigar com isso e realmente fazer isso acontecer, porque as nossas mulheres não podem ser mortas a cada minuto. A cada segundo a gente vê em todos os lugares do Brasil casos horríveis e isso não para, isso só vai parar a hora que tiver uma lei que realmente ele tenha medo”, refletiu Mendes.
CASOS DE FEMINICÍDIO AUMENTAM
Ao menos quatro mulheres morreram, por dia, vítimas de feminicídio em 2024 no Brasil, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025,. No total do ano foram 1.492 mulheres, o maior número já observado desde 2015, quando a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) entrou em vigor.
O mesmo relatório demonstra que esse cenário ganha contornos ainda mais urgentes para a população feminina mato-grossense, pois o estado lidera há dois anos o ranking de feminicídios do Brasil, sendo 2,5 mortes para cada grupo de 100 mil mulheres em 2023 e 2024. Já em 2025, o número de feminicídios superou os índices dos cinco anos anteriores, já que entre janeiro e dezembro deste ano 54 mulheres foram assassinadas em razão do gênero no estado.
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