O ex-vice-prefeito de Várzea Grande, Tião da Zaeli (PL), afirmou que não pretende disputar cargo eletivo em 2026 e expôs o distanciamento da cúpula da gestão ao comentar sua saída da Prefeitura. As declarações foram dadas durante coletiva após a oficialização da renúncia, em meio à crise com a prefeita Flávia Moretti (PL). Tião pretende e deve ser candidato a presidência da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso, no dia 18 de maio de 2026.
Questionado diretamente sobre uma possível candidatura a deputado estadual, Tião foi enfático ao negar qualquer intenção eleitoral no próximo pleito e indicou que deve seguir outro caminho fora da política institucional.
“Não tenho intenção de candidatar, eu estou disputando a Federação do Comércio. Lá eu quero continuar contribuindo com a população, se assim Deus permitir.”
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A fala contraria articulações de bastidores que colocavam o ex-vice como pré-candidato em 2026. Um dos pontos mais sensíveis da coletiva foi a declaração de Tião sobre sua falta de participação nas decisões estratégicas da gestão, especialmente em relação ao Departamento de Água e Esgoto (DAE), alvo de disputas internas.
Ao ser questionado se a possível não privatização do DAE teria relação com sua saída, ele negou qualquer ligação e revelou desconhecimento sobre decisões do núcleo central da Prefeitura.
“A não privatização do DAE tem a ver com a sua saída também da prefeitura? A não privatização do DAE, eu não tenho informação, porque eu não sou compartilhado das decisões de alto escalão da gestão.” A declaração reforça o cenário de esvaziamento político do ex-vice dentro da administração e evidencia o rompimento com o núcleo duro do governo municipal.
SEM OPOSIÇÃO DIRETA
Apesar do desgaste público e do rompimento político, Tião evitou adotar um tom de enfrentamento direto contra a prefeita e afirmou que não pretende fazer oposição à gestão. “Eu não tenho ideia de ser oposição, eu tenho ideia de contribuir com Várzea Grande. O cargo é passageiro, daqui uns dias ela não está mais no cargo, quem sabe está, mas tem eleição.”
Mesmo adotando um discurso moderado, o ex-vice fez críticas indiretas à condução da administração e apontou necessidade de melhorias no município. Durante a coletiva, Tião também reconheceu que o projeto político apresentado à população não foi executado como prometido, admitindo frustração com os rumos da gestão.
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“Eu já pedi desculpa pelo projeto não ter se consolidado dentro do que nós prometemos. Prometemos um projeto e não entregamos e hoje tem uma nova ideologia, uma maneira de administrar que não seria o que nós combinamos lá na campanha.”
A fala reforça a narrativa de rompimento por divergência de condução administrativa e política. Ao encerrar sua participação, Tião voltou a adotar o tom de discurso já utilizado na renúncia e afirmou que sua decisão está ligada a princípios, e não a disputa por espaço de poder.
“Não é sobre cargo, não é sobre oportunidade. É sobre propósito. O que não estiver alinhado com os meus ideais, eu busco um novo caminho.” Ele ainda afirmou que inicia um novo ciclo, com foco em atuação fora do Executivo, especialmente ligado ao setor do comércio.
CONTEXTO DA CRISE
A saída de Tião ocorre após semanas de desgaste com a prefeita, marcadas por troca de críticas públicas, perda de espaço na gestão e divergências internas sobre o rumo da administração.
O rompimento escancarou o racha dentro do grupo político eleito em 2024 e abre um novo cenário de instabilidade política em Várzea Grande.
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