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Política Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2026, 17:27 - A | A

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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2026, 17h:27 - A | A

"ESFORÇO MUITO GRANDE"

Servidores de MT avaliam RGA de 5,4% como avanço, mas cobram passivo salarial; vídeo

Reunião inédita com a Assembleia abre diálogo, mas categoria insiste em reconhecimento de perdas acumuladas

GABRIEL BARBOSA E ALINE COÊLHO
Da Redação/Do Local

Após a reunião com lideranças da Assembleia Legislativa e representantes do governo, a presidente da Federação dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso (Fessp-MT), Carmen Machado, afirmou nesta quarta-feira (21) que o encontro representou um avanço histórico no diálogo institucional, embora não atenda plenamente às reivindicações do funcionalismo público estadual. (VEJA O VÍDEO AO FINAL)

Segundo a dirigente sindical, foi a primeira vez em quase uma década que todas as lideranças sindicais foram recebidas formalmente no Colégio de Líderes da Assembleia, o que, para ela, sinaliza mudança na postura política em relação aos servidores.

LEIA MAIS: Governo confirma RGA de 5,4% e Max vê vitória "incompleta", mas "importante"

“Nós temos uma avaliação bastante positiva, porque é pela primeira vez em oito anos todas as lideranças sindicais foram ouvidas no Colégio de Líderes, numa vitória que, embora não seja aquela que nós esperávamos, foi um esforço muito grande e a gente reconhece o esforço da Assembleia Legislativa protagonizando esse processo em defesa dos servidores públicos.”

Apesar do reconhecimento ao papel do Parlamento, Carmen fez questão de destacar que a ampliação do índice da Revisão Geral Anual (RGA) para 5,40% não representa um acordo definitivo com a categoria.

“Não é o que nós queríamos, obviamente, mas é um caminho e a gente vai continuar na luta, porque isso não é nenhum acordo, isso tem que ficar muito claro.”

LEIA MAIS: Federação dos Servidores rejeita acordo de RGA focado apenas em 2026  

ÍNDICE INSUFICIENTE

Questionada sobre a satisfação com o percentual aprovado, a presidente da Fessp-MT foi direta ao afirmar que o reajuste não resolve o problema central, que é o passivo acumulado ao longo dos últimos anos.

“Não, satisfeito a gente não está nunca, até porque nós temos um passivo de quase 20%, então 5,40% não é significativo.”

Ainda assim, ela reconheceu que houve avanço, mesmo que limitado, e defendeu a necessidade de equilíbrio na condução do movimento sindical.

“Entretanto, a gente acha que houve um avanço, mesmo que um avanço mínimo, mas nós temos que ter bom senso.”

AVALIAÇÃO E PRÓXIMOS PASSOS

Carmen explicou que, neste momento, a federação pretende suspender ações de mobilização imediata para realizar uma avaliação mais aprofundada junto às bases sindicais.

“Num primeiro momento nós vamos sentar, fazer uma avaliação e procurar encaminhamentos que sejam realmente factíveis de serem alcançados.”

Segundo ela, o foco agora será o diálogo interno e a construção de alternativas viáveis para os próximos períodos.

“Então, é momento de avaliação, de retorno para a categoria, de escuta qualificada com as nossas bases.”

A dirigente também destacou que a Assembleia Legislativa sinalizou a manutenção do canal de diálogo com o governo estadual.

“Completamente, totalmente nós queremos registrar esse canal, esse protagonismo da Assembleia.”

PEC NOVA FRENTE

Mesmo após o anúncio do novo índice da RGA, Carmen revelou que a federação solicitou uma nova reunião com lideranças políticas para discutir o reconhecimento formal do passivo salarial.

“Nessa reunião nós discutimos que nós queríamos que o governo reconhecesse a questão dos passivos do RGA que chega na casa de quase 20%. E por isso nós pedimos essa reunião.”

Ela explicou que uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) já começou a ser articulada como alternativa para tratar do passivo acumulado.

“O objeto da PEC seria o reconhecimento desse passivo dos RGAs e uma possibilidade inclusive já de parcelamento de todo esse passivo.”

De acordo com a presidente da Fessp-MT, a proposta já conta com apoio expressivo dentro da Assembleia Legislativa.

“É importante dizer que já foi assinada por todos os deputados presentes aceitando essa proposta de PEC que será lida ainda hoje em plenária.”

CONFIANÇA NA VOTAÇÃO

Sobre a possibilidade de novos entraves na votação do índice, Carmen afirmou que houve compromisso político para garantir a aprovação do percentual ainda nesta sessão.

“A gente já teve a garantia de todos os deputados que hoje será votado esse percentual. Então, acreditamos que não vai haver nenhum impedimento, até porque houve um compromisso por parte dos deputados da Assembleia para com todas as representações sindicais.”

VEJA O VÍDEO 

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