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Política Quarta-feira, 31 de Agosto de 2016, 14:41 - A | A

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Quarta-feira, 31 de Agosto de 2016, 14h:41 - A | A

IMPEACHMENT

Senadores de Mato Grosso votam "sim" e ajudam a cassar mandato de Dilma

RENAN MARCEL

Os três senadores de Mato Grosso votaram favoráveis ao impeachment da ex-presidente da República Dilma Rousseff (PT) na manhã desta quarta-feira (31).

 

Pedro França/Agência Senado

Cidinho Santos

 

A petista perdeu o mandato em uma votação no Senado, cujo placar final foi de 61votos a 20.

 

José Medeiros (PSD), Aparecido Santos, o Cidinho, e Wellington Fagundes, ambos do PR, ajudaram a cassar Dilma, que foi reeleita em 2014 e há nove meses respondia ao processo de impeachment.

 

Michel Temer (PMDB) assume a presidência da República de forma definitiva em cerimônia ainda nesta quarta-feira. O evento contará com a presença dos parlamentares mato-grossense.

 

Cidinho justifica o voto citando “dados alarmantes da economia”, como o déficit primário previsto para 2016 de R$ 170 bilhões, a inflação de 10,67%, o fechamento de quase dois milhões de empresas em 2015, os 12 milhões de desempregados.

 

Para o senador, houve estelionato eleitoral já que “Dilma mentiu ao povo brasileiro ao propor um programa de governo na campanha à reeleição em 2014 e executar outro em 2015”.

 

“Espero que a partir deste momento, possamos reunificar o nosso país e acabar com as guerras de classes, entre a elite e os pobres, entre negros e brancos, entre pessoas com orientações sexuais ou religiões diferentes. É momento de pacificar o país. Superar essa crise e seguir em frente”, defende.

 

Apesar de ter perdido o mandato, Dilma obteve a manutenção de seus direitos políticos.

 

Nas redes sociais, José Medeiros comemorou o resultado da votação: “O Brasil não está mais a serviço de uma ideologia corrosiva...”, postou no Facebook.

 

O senador, no entanto, criticou um suposto acordo entre o PT e o PMDB, que teria  resultado na manutenção dos direitos políticos de Dilma.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

senador jose medeiros

 

“A forma como o PMDB se comportou aqui hoje fazendo esse puxadinho para rasgar a Constituição, porque artigo 52 é claro: perda do mandato com perda dos direitos políticos, tal qual foi com Collor. Então a gente viu que pau que deu em Collor não deu em Dilma. E eu saio daqui com vergonha e decepcionado e creio que essa é a sensação do povo brasileiro, um gosto de caixão velho na boca”, disparou Medeiros.

 

Também nas redes sociais, Fagundes disse que, com o término do impeachment, espera que haja “aumento da governabilidade” assegurando assim a “votação favorável dos grandes projetos nacionais”.

 

O processo de impeachment foi concluído quatro meses e meio depois de chegar ao Senado, período marcado por divergências e intensos debates entre aliados e opositores de Dilma Rousseff. A denúncia apresentada contra ela, pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal, foi aceita em 2 de dezembro de 2015 pelo então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e, em meados de abril, acolhida pelo Plenário daquela Casa.

 

No Senado, passou por três votações em Plenário. Na primeira delas, em 12 de maio, os senadores aprovaram a abertura do processo de impeachment, o que determinou o afastamento temporário de Dilma Rousseff.

Alan Cosme/HiperNoticias

wellington fagundes

 

Nos três meses seguintes, o trabalho se concentrou na Comissão Especial do Impeachment, responsável por analisar provas da procedência ou não das acusações.

 

Iniciada na última quinta-feira (25), a sessão de julgamento teve início com a arguição de cinco testemunhas e dois informantes, fase realizada em três dias de trabalho.

 

Na segunda-feira (29), Dilma Rousseff teve a oportunidade de apresentar sua defesa em Plenário e responder a perguntas de 48 senadores, por cerca de 14 horas.

 

Na manhã de terça-feira (30), foi a vez da manifestação dos advogados de acusação, Janaína Paschoal e Miguel Reale, e da defesa, José Eduardo Cardozo. No restante do dia e até a madrugada do dia seguinte, 66 senadores inscritos se manifestaram da tribuna.

 

 

Nesta quarta-feira, último dia da sessão, o ministro Ricardo Lewandowski fez uma síntese de seu relatório, com os fundamentos do processo de impeachment, que contém 72 volumes e mais de 27 mil folhas.

 

(Com Agência Senado)

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