O vereador por Cuiabá, Rafael Ranalli (PL), ventilou a participação do senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-SP), nas campanhas ao governo do senador Wellington Fagundes (PL) e do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Ranalli pontuou que essa definição partirá da nacional, mas ele avalia que Flávio pode tentar absorver os votos dos eleitores tanto de Pivetta quanto de Fagundes.
O vereador ressaltou que uma eleição é perdida por pouca diferença de votos e que, por isso, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode optar por subir nos dois palanques. Conforme Ranalli, a chapa com o apoio compartilhado de Flávio a WF e Pivetta será resolvida até junho. Mas ele acredita que, no final da eleição, o que importa é ter "voto na cumbuca".
"Essa questão a ferro e fogo da fidelidade ao partido vai depender da nacional e até junho deve ser resolvido sobre o Flávio vir para dois palanques", falou Rafael Ranalli à Cultura FM.
Pivetta tentou furar a bolha da extrema-direita. O governador investiu na aproximação ao grupo de conservadores, foi aceito pela ala liderada pelo prefeito Abilio Brunini (PL) e chegou a se encontrar com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Mas Wellington Fagundes demonstrou alinhamento com Brasília e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afiançou apoio a candidatura do senador.
Otaviano Pivetta ainda pode reverter o cenário. O governador tem nas mãos a influência sobre prefeitos de Mato Grosso. Ele, inclusive, já declarou que parte dos prefeitos do PL estão dispostos a subir em seu palanque, o apoiando. Ranalli admitiu essa divisão no partido e ressaltou que os prefeitos podem se sentir pressionados a acenar a Otaviano por dependerem dos recursos do Estado.
"Eu mesmo sou muito amigo do Pivetta, é uma linha muito tênue. Ele tem direito a concorrer e você fica dividido. Não podemos esquecer que ele tem o poder da máquina e que para o prefeito é bom ter um 'pézinho' ali", observou o vereador.
Rafael Ranalli acredita que o presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, é quem vai diluir o impasse, exigindo a fidelidade dos prefeitos e dialogando com a nacional quanto a participação de Flávio Bolsonaro nas campanhas. Como o Republicanos é "parceiro" do PL no Congresso pode até ser definido que Flávio não venha a Cuiabá para que a sigla aliada não rompa com os conservadores.
"Eu acomponho as falas do próprio Ananias que em momento oportuno vai dar essa pressionda (nos prefeitos). Acredito que vai vir essa recomendação de Brasília com uma ordem do Flávio falando que quer voto do dois candidatos ao govenro, mas isso temos que acordar", concluiu o vereador.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.







