O Podemos rifou a pré-candidatura a deputado federal do vereador por Cuiabá, Kássio Coelho, para acolher o Pastor Marcos Ritela. Ambos disputam o voto dos cerca de 500 mil evangélicos frequentadores da Assembleia de Deus de Mato Grosso. A articulação foi consolidada para não haver risco de dividir os votos, impedindo que nenhum dos dois fossem eleitos.
Kássio Coelho anunciou a pré-candidatura ainda em 2025. O vereador investiu recursos próprios e começou a trabalhar o seu nome internamente. À época, o presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi, estava filiado ao PSB. Com a vinda de Max para assumir a presidência do diretório estadual do Podemos, os projetos políticos da legenda foram revisados e as chapas às proporcionais são a prioridade do partido, considerando que não haverão nomes às majoritárias ao Senado e governo.
O Pastor Marcos Ritela trabalha com uma base construída ao longo das outras disputas da qual saiu derrotado, mas conseguiu mostrar o seu potencial de votos nas urnas. Nas eleições de 2022, por exemplo, com apenas 27 segundos de programa na TV e no rádio, ele contabilizou 233.543 votos na chapa ao governo. Ritela também está contando com os oito mil carros adesivados em 2022. O movimento do seu grupo político agora é aglutinar novamente esses apoiadores para projetá-lo a Brasília.
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A disputa por votos na AD Belém de Mato Grosso é um embate que dividiu os pastores membros da Comissão Política da Convenção de Minsitros das Assembleias de Deus em MT (Condemat). A denominação é vinculada a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) que tem tradição política e em todos os pleitos escolhe quais candidatos serão apoiados.
Em 2026, disputavam a indicação dos pastores à Assembleia Legislativa os deputados estaduais Sebastião Rezende (União Brasil) e Thiago Silva (MDB). Para federal, estavam no páreo Kássio, Ritela e o ex-deputado federal Victório Galli (PTB). Sebastião Rezende e Galli acabaram sendo escolhidos, aumentando a tensão entre os fiéis que são vinculados aos demais candidatos. Thiago Silva mantém a busca pela reeleição mesmo sem o apoio da Condemat. Ritela também. Ambos agora estão forçados a fazer outros arranjos para garantir a conquista das respectivas cadeiras que estarão buscando.
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