Outros 20% afirmam perceber uma relação mais colaborativa entre os Poderes. Já 2% disseram não identificar nem confronto nem cooperação, enquanto 8% não souberam responder.
Dentro da parcela que acredita que há mais confronto do que colaboração, 89% dizem que isso é negativo para o Brasil e 10% consideram positivo. Dentre os que enxergam a relação como colaborativa, 58% dizem que a parceria entre governo e Congresso é positiva, e 38% a veem como negativa para o País.
O levantamento foi realizado após uma sequência de derrotas políticas do governo no Congresso durante o terceiro mandato do presidente Lula. Entre os episódios mais recentes está a rejeição histórica, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), em abril.
No mesmo mês, deputados e senadores derrubaram o veto integral de Lula ao projeto da dosimetria. Antes disso, em 2025, o governo enfrentou resistência do Congresso em propostas relacionadas ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Na ocasião, parlamentares barraram mudanças nas alíquotas do tributo propostas por decreto presidencial e uma medida provisória que previa aumento do imposto.
O levantamento também pediu que os entrevistados avaliassem o Poder Legislativo: 37% consideraram o desempenho de deputados federais e senadores ruim ou péssimo e 15% avaliaram como bom ou ótimo por. A maior fatia, 43%, acredita que o Congresso é regular.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em entrevistas presenciais realizadas nos dias 12 e 13 de maio. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00290/2026.
(Com Agência Estado)
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