O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) pediu desculpas aos comerciantes de Cuiabá e Várzea Grande pelos prejuízos causados pelas obras do BRT (Ônibus de Trânsito Rápido). Pivetta reconheceu que as intervenções na Avenida da FEB, em VG, Avenida do CPA e região da Prainha, na Capital, afetaram o trânsito e a economia local, atingindo diretamente o bolso dos empresários.
A falha, segundo ele, começou com a escolha do modal. À época, o governo optou pelo VLT (Veículo Leve sob Trilhos) e o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) decidiu substituí-lo pelo BRT devido o custo elevado para a implantação e manutenção dos vagões. Os carros foram vendidos ao governo da Bahia.
"Para mim, conversar com as pessoas simples, eu entendo o sentimento dessas pessoas e eu tenho que pedir desculpa, sim. Qualquer governante de plantão tem que pedir desculpa, porque de alguma maneira eu estou hoje representando o Estado e o Estado falhou. O Estado atrapalhou muita gente, prejudicou muitos comerciantes, muitos cuiabanos, muitos várzea-grandenses com essas obras", reconheceu Otaviano em entrevista ao SBT Notícias Cuiabá nessa quinta-feira (14).
Para acelerar a entrega, Pivetta criou um conselho fiscal formado por três servidores do alto escalão que têm monitorado a obra diariamente. O governador também realiza com mais frequência reuniões com as empreiteiras. A última audiência foi na quarta-feira (13). Na ocasião, Pivetta selou um pacto com as empresas pela conclusão do corredor da Avenida do CPA até o final de junho. O governador também decidiu a compra dos ônibus. Os carros foram descritoscomo um "cruzamento" entre o bonde e um ônibus elétrico.
"Ontem, nós formalizamos esse compromisso com os empreiteiros de terminar o corredor até o final do mês que vem", disse o governador.
O corredor do BRT entre VG e Cuiabá tem cerca de 14 quilômetros. Com a entrega do trecho 1, o projeto avança para a construções das estações. Na região do Centro-Político, perto do Shopping Pantanal, as calçadas, o paisagismo e parte da iluminação foram concluídos. Falta apenas a sinalização. O impasse maior está na Prainha, que ainda está na etapa do corredor.
Pivetta, no entanto, tranquilizou os municípes afirmando que o prazo será obedecido. "Vai ser um transporte moderno, eficiente e confortável, um transporte que respeita todos os trabalhadores e trabalhadoras, as famílias que vão se locomover nesse trecho, porque vai ser climatizado, vai ter USB, vai ter Wi-Fi, vai ter internet, vai ter o que há de mais moderno no mundo — nós vamos ter aqui em Cuiabá", concluiu Pivetta.
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