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Política Domingo, 05 de Julho de 2026, 17:32 - A | A

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DEMORA NO PAC

Pivetta abre portas para recursos federais, mas cobra avanços do governo Lula

Governador de Mato Grosso critica morosidade do Governo Federal em liberar investimentos estruturais acordados no início da gestão Lula

BIANCA MORTELARO
Da redação

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que o Estado mantém as portas abertas para recursos da União, embora tenha destacado que a gestão estadual não depende financeiramente do Governo Federal para dar continuidade às suas ações. Ao ser questionado sobre a efetividade da parceria com Brasília e se o Estado tem, de fato, recebido ajuda federal, Pivetta adotou um tom de cobrança institucional.

Em coletiva nesta quarta-feira (1°), o governador pontuou que buscar recursos federais é uma obrigação administrativa, independentemente de inclinações políticas e partidárias, visando o cumprimento dos planos de desenvolvimento regional.

“Nós não temos preconceito contra os nossos direitos. Tudo que é direito de Mato Grosso, nós somos rigorosos a cobrar, inclusive os nossos planos para desenvolver Mato Grosso”, destacou.

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A relação entre o governo estadual e a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem sido marcada por uma expectativa de avanços em infraestrutura que, na visão de Pivetta, ainda não se concretizaram. Ele relembrou que as prioridades locais foram apresentadas pelo ex-governador Mauro Mendes (UB) logo no início do mandato de Lula para inclusão no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas criticou a morosidade no retorno dessas demandas.

“O governador Mauro levou, na época, logo no início do atual governo federal, a relação das prioridades para Mato Grosso na composição do novo PAC. Eu não vi nada avançar. Então, continuamos no aguardo, fazendo a nossa parte”, afirmou.

Apesar da espera por investimentos federais, Pivetta reforçou que Mato Grosso possui autonomia fiscal e capacidade de investimento própria, fruto da arrecadação interna. Ele enfatizou que o Estado segue seu cronograma de obras e serviços independentemente das transferências voluntárias ou novos projetos de Brasília.

“Mato Grosso não depende de Brasília, graças a Deus. É o povo mato-grossense que paga imposto, nós estamos tocando a vida”, concluiu Pivetta.

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