Política Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011, 15:46 - A | A

Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011, 15h:46 - A | A

INSACIÁVEIS

Mesmo com cargos na prefeitura, PMDB critica gestão de Galindo

Discursos inflamados foram direcionados contra o prefeito de Cuiabá, Chico Galindo e ouvidos pela secretária de Turismo do Município, deixando-a numa “saia justa”

NOELMA OLIVEIRA

Mayke Toscano/Hipernotícias

Deputado federal e presidente regional do PMDB, Carlos Bezerra, foi um dos que mais criticou a agestão do prefeito Chico Galindo

O ato de filiação de lideranças empresariais e comunitárias ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), no final da manhã desta segunda-feira (26),em um hotel da cidade, foi marcado por discursos contra a gestão do prefeito de Cuiabá, Chico Galindo (PTB). Só que os peemedebistas esqueceram que a sigla faz parte da base de sustentação da Prefeitura da Capital.

O PMDB não só faz parte da base do prefeito, como também busca mais espaço na gestão Galindo. Todos os discursos críticos contra o prefeito foram presenciados pela secretária de Turismo da Capital, Tânia Bartelli, indicada pelo diretório municipal do PMDB para compor o staff do Poder Executivo. Há indicação da agremiação também para cargos de outros escalões.

“O governo não tem legitimidade e é remanescente do governo desastroso de Wilson Santos e este prefeito não foi eleito pelo voto direto do povo”, disse o empresário da Comunicação, João Dorileo Leal, dono do Grupo Gazeta e pré-candidato do partido à Prefeitura de Cuiabá.

O presidente estadual do PMDB, deputado federal Carlos Bezerra, engrossou as críticas de Dorileo. “Cuiabá precisa de gestão para anteontem. Ninguém em sã consciência dispensa R$ 400 milhões a fundo perdido para privatizar o sistema de água”, denunciou o cacique peemedebista.

Segundo Bezerra, “a saúde de Cuiabá é um poço sem fundo. Pode trazer todo o dinheiro para Cuiabá que não se resolve”. O presidente do PMDB afirmou ainda que a última política pública no setor de água e saneamento da Capital aconteceu na década de 80, quando justamente ele foi governador.

Além da Secretaria de Turismo, o PMDB também tinha como responsável pela Secretaria de Assistência Social e Desenvolvimento Humano da Capital, que estava sob o comando do ex-vereador Mário Lúcio Guimarães. Ele foi substituído pela publicitária Regina kaiser.

À época da substituição, a Executiva do PMDB da Capital se mostrou insatisfeita com a decisão do prefeito, que havia se comprometido em ceder outro espaço para o partido. A bancada peemedebista na Câmara, formada pelos vereadores Domingos Sávio e Arnaldo Penha, tem posição diferente sobre a saída de Mário Lúcio.

Domingos Sávio diz que o secretário foi retirado da pasta por uma retaliação do prefeito pelo fato de a bancada ter votado contra o projeto de Lei que abriu a concessão da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap) à iniciativa privada.

Ponderado, Arnaldo disse em entrevista na semana passada que houve pressão para retirar Mário Lúcio porque muitos achavam que ele estava fazendo um trabalho que poderia o favorecer na eleição proporcional do próximo ano.

INCOERÊNCIA

Questionado sobre os discursos contra a gestão Galindo, já que o PMDB faz parte desta administração, Carlos Bezerra disse que as críticas foram apenas pela questão do saneamento. O próprio Bezerra criticou a gestão da saúde na Capital.

Bezerra afirmou ainda que a questão de Cuiabá é com o diretório municipal. Disse também que o PMDB faz parte da atual gestão por uma questão de governabilidade para ajudar na realização das obras à Copa.

 

 

 

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