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Mundo Sexta-feira, 13 de Março de 2026, 10:30 - A | A

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Sexta-feira, 13 de Março de 2026, 10h:30 - A | A

Merz, Macron e Zelenski criticam decisão dos EUA de flexibilizar sanções contra petróleo russo

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o líder ucraniano, Volodimir Zelenski, criticaram nesta sexta-feira (13) a decisão dos EUA de flexibilizar as sanções contra a Rússia, permitindo temporariamente a venda de petróleo para tentar aliviar a pressão sobre os preços provocada pela guerra com o Irã.

Merz afirmou que a decisão de Washington de flexibilizar as sanções ao óleo russo foi "errada", ao mesmo tempo em que alertou para o fato de o Kremlin estar lucrando com a guerra contra Teerã. "Flexibilizar as sanções agora, por qualquer motivo que seja, seria errado", disse ele na Noruega, de acordo com o Financial Times.

Já Zelenski criticou os planos dos EUA ao alegar que eles não ajudariam a alcançar a paz na guerra na Ucrânia. "Essa única concessão americana poderia render à Rússia cerca de US$ 10 bilhões para a guerra. Isso certamente não ajuda a paz", pontuou ele durante uma coletiva de imprensa conjunta com Macron em Paris nesta sexta.

O presidente da França reiterou que, apesar das isenções sobre óleo russo serem "temporárias" e limitadas", Moscou estaria "enganada" se acreditasse que o conflito no Irã proporcionaria um respiro. "Reafirmamos que o aumento dos preços do petróleo não deve, em hipótese alguma, nos levar a reconsiderar nossa política de sanções", acrescentou.

Mais cedo, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificou como "muito preocupante" a decisão unilateral dos Estados Unidos de suspender as sanções às exportações de petróleo da Rússia.

O governo de Donald Trump emitiu na quinta (12) uma segunda autorização para que compradores recebam cargas de petróleo russo já em alto mar, ampliando uma isenção temporária concedida na semana passada à Índia. Dias depois, Trump anunciou uma nova refinaria de petróleo no Texas com investimento de US$ 300 bilhões da Índia.

(Com Agência Estado)

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