A vereadora Maysa Leão (Republicanos) manifestou preocupação com a interferência do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), na disputa pela Mesa Diretora da Câmara Municipal, após o gestor apoiar a reeleição da atual presidente Paula Calil (PL). A parlamentar defende que a autonomia do Legislativo deve ser preservada para garantir o equilíbrio entre os poderes.
“Meu posicionamento, eu penso que quanto mais o prefeito abraçar a presidente Paula Calil, mais ele afasta ela da possibilidade de reeleição. Porque o que a gente preza aqui, não sou só eu, que são muitos dos vereadores, é independência dos poderes, harmonia com independência”, afirmou a vereadora.
A declaração ocorre em um momento de articulação política onde o prefeito Abilio Brunini passou a defender publicamente a reeleição de Paula Calil (PL) para a presidência da Casa, visando a formação de uma chapa feminina.
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Segundo Maysa Leão, essa movimentação do Executivo pode surtir o efeito contrário entre os vereadores que buscam um parlamento independente, especialmente em relação ao diálogo com os candidatos.
“Olha, o que eu posso dizer é que a única pessoa dos três candidatos que me procurou foi o vereador Ilde, né? Ele me procurou antes desse meu afastamento temporário, ele também teve um afastamento temporário, a gente conversou, ele disse das suas vontades para o Parlamento Cuiabano”, revelou Leão.
Sobre a proposta de alteração do regimento interno para permitir a reeleição na mesma legislatura, a vereadora disse ser favorável, mas separou a regra do apoio político à atual gestão, destacando que há uma divisão de opiniões no plenário e um receio coletivo sobre a perpetuação de lideranças excessivamente ligadas ao Palácio Alencastro.
“Eu sou a favor da possibilidade de reeleição, visto que se você for implementar uma grande reforma, se você for implementar uma mudança de sistema dentro da mesma legislatura e se fosse do agrado dos 27 Vereadores, nós poderíamos ter um presidente reeleito. Agora, isso não significa que eu sou a favor da reeleição”, explicou a parlamentar.
Para Maysa, o nível de engajamento do prefeito na eleição interna será o termômetro para seu posicionamento final.
“Eu, na minha medida e no meu pesar, eu vou olhar o nível de interesse do prefeito nessa coisa. Se o interesse dele for demasiadamente grande, eu tendo a ir contra, porque eu imagino que ele deve ter ali artifícios para eleger quem ele quer”, concluiu.
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