A delegada aposentada Ana Cristina Feldner ironizou a tentativa do empresário Danilo Berndt Trento (MDB), primeiro suplente de Janaina Riva (MDB) na disputa pelo Senado, de retirar das redes sociais vídeos em que ela critica a chapa emedebista. Depois que a Justiça Eleitoral negou o pedido, a delegada voltou a comentar o caso.
Feldner chegou a ser anunciada como suplente na chapa de Janaina. Posteriormente, foi removida e denunciou "violência política de gênero" nas redes sociais. Depois de atacar o pilar da defesa das mulheres no projeto de Janaina, a delegada também criticou a bandeira do combate à corrupção quando Danilo Trento foi anunciado na suplência, citando investigações que pesam contra o empresário.
Trento argumentou que o vídeo da delegada ofendeu sua honra. Na ação, afirmou não responder a processo criminal, não possuir condenação e ter obtido parecer favorável da Procuradoria Regional Eleitoral ao registro da candidatura. Devido a isso, os advogados do suplente pediram que a Meta impedisse a circulação de conteúdos semelhante aos da delegada, além de derrubar o vídeo de Feldner.
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Para a juíza, porém, não houve urgência para remover o conteúdo. Segundo a decisão, a análise deveria considerar o vídeo como um todo e não apenas a frase em que Feldner afirma que a chapa teria "alguém com crime de repercussão nacional".
Glenda disse que a publicação não apresentou afirmações falsas ao colocar que Trento é "investigado" ou que "foi formalmente investigado". Ela também pontuou que a certidões negativas o parecer favorável ao registro da candidatura são insuficientes para desabonar referências às investigações mencionadas no vídeo.
"Para a remoção liminar, seria necessário que o conteúdo ultrapassasse, de modo evidente, os limites da crítica política e configurasse ofensa manifestamente ilícita ou divulgação deliberada de fato objetivamente fals", esclarece a juíza em trecho da decisão.
Nesta quarta-feira (23), Feldner reagiu com sarcasmo ao pedido e comemorou o posicionamento. "Felizmente, a Justiça, através da juíza, analisou o pedido e entendeu que tinha, sim, legitimidade a pergunta", desabafou a suplente na internet.
A delegada disse que não fala como candidata, mas como eleitora e cobrou que Janaina fale sobre os critérios utilizados para escolher Trento como suplente.
"Esses suplentes podem sim sentar na cadeira de senadores. Nós, eleitores, precisamos ver se eles estão realmente aptos a sentar naquela cadeira e representar o estado de Mato Grosso. Vamos lembrar que é um mandado muito longo, de oito anos", ressaltou Feldner.
Trento foi mencionado em investigações relacionadas à CPI da Covid, à CPI do INSS e à CPI do crime organizado.
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