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Política Terça-feira, 04 de Julho de 2023, 13:10 - A | A

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Terça-feira, 04 de Julho de 2023, 13h:10 - A | A

R$ 14 MILHÕES

Demilson aciona MP de Contas para apurar "super gastos" em reformas da Educação de Cuiabá

Segundo vereador, pasta municipal assinou contrato para obras pequenas em 170 unidades de ensino

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

O líder da oposição ao prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), o vereador Demilson Nogueira (PP) disse que irá acionar o Ministério Público de Contas e o Ministério Público Estadual (MPMT) para denunciar o descumprimento de um contrato assinado pela Secretaria Municipal de Educação. O progressista afirmou que a pasta destinou R$ 14 milhões para “pequenas reformas” de 170 unidades de ensino, mas tem realizado “grandes reformas” contrariando o acordado e patrocinando “gastos” ao invés de “investimentos".

Para esclarecer a situação, Demilson afirmou que agendou audiência com o Conselho Municipal de Educação. A data da reunião não foi divulgada.

Outra situação questionada pelo vereador é a suposta irregularidade de 158 escolas. Segundo o parlamentar, desse percentual 36,4% são de unidades de ensino municipais. Demilson lembrou que em 2019 a prefeitura assinou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MP para solucionar a situação, mas ainda não houve avanços.

“Agendei uma audiência com o Conselho Municipal de Educação para conhecer melhor essa situação que é de extrema preocupação e muita relevância para o povo cuiabano. O município de Cuiabá firmou TAC em 2019 com o MP para equacionar essa situação. E nós estamos em 2023, há quatro anos esse TAC foi celebrado e não vimos nada avançar. Então, essa situação vem nos preocupando”, falou Demilson durante sessão ordinária desta terça-feira (4).

O vereador também apontou o investimento de R$ 14 milhões para reforma de 170 escolas municipais de Cuiabá. De acordo com Demilson, a Secretaria da Educação havia assinado contrato para fazer “pequenas reformas” mas tem promovido obras de grandes proporções.

“Em nossas fiscalizações que tenho feito com Maysa Leão, Joelson e outros colegas vimos que desse contrato não estão saindo pequenas reformas e sim grandes reformas. Estamos tentando entender o motivo pois eram para ser pequenas reformas e foram transformadas para grandes”, disse o líder da oposição.

Segundo análise de Demilson, uma das possibilidades para os “gastos excessivos” é a corrida da prefeitura para garantir o investimento de mínimo de 25% da receita do Executivo em Educação. Em 2021, o Município não teria cumprido a normativa por estar amparado pela Emenda Constitucional 119. No ano seguinte, Demilson pontuou que Emanuel teria ficado “no osso” com 25,7%. Já em 2023, a pasta está em 19,9% conforme última prestação de contas apresentada na Câmara.

“Estamos levando essa preocupação para o MP de Contas e MP que vão começar a fazer gastos e não investimentos na Educação e a nossa preocupação de como as coisas vão andar”, finalizou o vereador.

OUTRO LADO

A reportagem entrou em contato com a prefeitura e aguarda manifestação.

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