Política Sexta-feira, 18 de Novembro de 2011, 12:35 - A | A

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ESTRATÉGIA

Delúbio Soares chega a Cuiabá para dizer que não fez parte do 'mensalão'

Ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores faz exposição de sua defesa em relação ao escândalo no governo de Lula, hoje à noite no Sindicato dos Bancários de Mato Grosso

NOELMA OLIVEIRA

Imagem da Internet

Ex-tesoureiro do PT percorre país montado em documentos que, segundo ele, mostram sua inocência a respeito do envolvimenro no escândalo

Apontado como o pivô do “Escândalo do Mensalão”, descoberto no governo do ex-presidente Lula, o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, estará nesta sexta-feira(18) à noite, a partir das 19h, no Sindicato dos Bancários, em Cuiabá, para participar do debate “Defesa de Delúbio no STF”. Trata-se da peça apresentada pelos advogados do petista no Supremo Tribunal Federal. O julgamento dele só deve acontecer no próximo ano.

Conforme o convite encaminhado pelo Sindicato dos Bancários, também “será feito o lançamento do ‘CD Interativo para Computar com Internet’, ferramenta digital inédita”. Delúbio conta com o apoio de petistas nestes atos em que tenta convencer de que não houve nenhuma prática de crime da sua parte.

A defesa de Delúbio, que foi refiliado ao PT em abril passado, argumenta que ele “dedicou a sua vida a um sonho de lutar pela democracia”. “Homem desprendido, Delúbio vive com simplicidade, é pobre, a despeito dos tantos milhões que passaram por suas mãos. Por isso mesmo goza de imenso respeito entre os que compartilham suas posições políticas”, diz um trecho da sua defesa entregue ao STF.

Delúbio – até desencadeado o escândalo – era uma das figuras mais influentes no PT. O episódio provocou a maior crise política do governo Lula. O mensalão, conforme a denúncia, consistia na compra de apoio de deputados para votarem matérias de interesse do governo do então presidente Lula.

“Delúbio sabe que só o Poder Judiciário de seu país, por seu órgão de cúpula maior, pode olhar para ele com Justiça. Só essa Suprema Corte terá capacidade de enxergar o vazio de autos tão descomunalmente volumosos e a dignidade de cumprir o dever de proclamar-lhe a inocência. É com a consciência de quem não fez aquilo de que lhe acusam que ele se entrega às mãos honradas de seus Juízes, confiante na absolvição”, aponta a conclusão da defesa do petista apresentada ao STF em setembro passado.

 

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