A Câmara de Vereadores de Lucas do Rio Verde (300 km de Cuiabá, na região norte de Mato Grosso) vota na próxima segunda-feira (26) um projeto de Emenda à Lei Orgânica do Município aumentando de nove para 11 as vagas de vereadores na cidade.
Apresentada em 2019 pelos então vereadores Dirceu Camilo Cosma, Cristiani Dias de Oliveira Lima e Marcos Paulista, único dos três que foi reeleito, a Emenda 01/2019 já foi aprovada na Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final, e contaria com a maioria dos votos dos atuais legisladores.
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Na foto, Aluízio Bassani - presidente do Luverdense Esporte Clube e vice-presidente da Fundação Luverdense de Saúde
A medida, contudo, não é bem vista pela sociedade, que não deseja aumento de gastos com vereadores. Presidente do Luverdense Esporte Clube e vice-presidente da Fundação Luverdense de Saúde, Aluízio Bassani, que já foi vereador e presidente da Câmara da cidade nos anos de 2011 e 2012, é contra o aumento do número de vereadores, o que classifica como um privilégio.
“A cidade não precisa de mais vereadores, precisa de mais recursos para saúde e educação”, afirma ele. “A cidade precisa de legisladores que trabalham. Nove é suficiente. É só trabalhar, não precisa de mais privilégio”, salienta ele.
Segundo levantamento feito pela reportagem no site da Câmara Municipal, considerando que o salário de um vereador de Lucas do Rio Verde atualmente é R$ 8 mil, mais gabinetes e assessores, se aprovada a emenda os dois novos vereadores custariam cerca de meio milhão por ano aos cofres do município, a partir de 2025, quando se inicia a nova legislatura.
Um grupo de cidadãos articula uma manifestação popular nas galerias da Câmara Municipal próxima segunda pela manhã, para pressionar os vereadores contra a aprovação do aumento de vagas. A reportagem não conseguiu antecipar a posição de nenhum dos nove atuais vereadores da cidade.
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