O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), ignorou a crise com os vereadores e encaminhou a peça orçamentária anual (PLOA) de 2027 no valor de R$ 5,7 bilhões. A PLOA foi submetida à Câmara em caráter de urgência. A expectativa é que a presidente Paula Calil (PL) inclua o projeto na ordem do dia na sessão após o primeiro turno das eleições 2026, na próxima terça-feira (6).
O teto de gastos para 2027 é R$ 30 milhões a mais do que foi concedido para 2026, quando os vereadores aprovaram o total de R$ 5,46 bilhões para investimentos e despesas da gestão de Abilio. No orçamento da Prefeitura, está incluso o duodécimo da Câmara, que é pago até o dia 20 de cada mês.
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O desafio de Abilio será convencer os vereadores da viabilidade da LOA considerando que o prefeito não tem mais a maioria no plenário. A votação da Mesa Diretora dispersou a base. A intensa participação de Abilio nas articulações da chapa da base incomodou parte dos vereadores adversários de Paula. Além de optarem pelo apoio de Ilde Taques (Podemos), eles começaram a disparar críticas recorrentes ao prefeito que reagiu, decidindo excluir os vereadores do grupo de WhatsApp da base do governo.
A pressão sobre a chapa de Paula acabou implicando em seu recuo. Ao não emplacar a mudança do regimento da Câmara para obter o direito de concorrer, ela recomendou o apoio a Dilemário Alencar (União Brasil), ex-líder do governo, destituído por Abilio.
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Além da discussão da PLOA em meio ao cenário truncado, os vereadores também irão votar a Mesa Diretora. Ilde Taques tem a maioria dos votos.
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