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Política Quarta-feira, 30 de Setembro de 2026, 16:55 - A | A

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Quarta-feira, 30 de Setembro de 2026, 16h:55 - A | A

SEM 'RABO PRESO'

Janaina cobra articulação no Senado e dispara contra quem vive de “gritar e gravar vídeo”

Candidata ao Senado pelo MDB relembrou histórico de lutas pelo setor produtivo, posicionou-se contra a expropriação de terras e defendeu articulação com o Banco Central

DA REDAÇÃO

HNT

JANAINA RIVA

A candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) defendeu, durante sabatina da Aprosoja nesta quarta-feira (30), que a atuação no Congresso exige articulação política para transformar demandas do setor produtivo em medidas concretas, e não apenas discursos e exposição nas redes sociais. Ao apresentar sua trajetória de 12 anos na Assembleia Legislativa, a deputada afirmou que pretende levar ao Senado a mesma postura que, segundo ela, adotou na defesa dos produtores de Mato Grosso.

“Não adianta eu chegar lá pra ficar só gritando e gravando vídeo se não tiver uma articulação de construção com o colegiado e isso já mostrei que tenho”, afirmou.

Segundo Janaina, a capacidade de negociação será necessária para enfrentar pautas como o endividamento rural, a moratória da soja, o marco temporal e as demarcações de terras. Ela defendeu que o senador mantenha diálogo com outros poderes e instituições sem abrir mão da fiscalização e da cobrança por medidas que atendam ao setor produtivo.

Como exemplo dessa atuação, a candidata citou sua participação na defesa dos fundos das entidades do agro durante discussões na Assembleia Legislativa e afirmou que também pretende atuar pela securitização nacional das dívidas rurais.

INDEPENDÊNCIA PARA NEGOCIAR

“Eu não tenho interesse em ter um ministério, não tenho interesse de ter um ministro, não tenho interesse de defender nenhum setor diretamente do agronegócio, mas sim defender a todos”, declarou.

Sem citar nomes, Janaina criticou candidaturas que, segundo ela, chegam comprometidas com bancos, tradings e outros segmentos econômicos. Defendeu que o mandato seja usado para enfrentar os problemas e não para favorecer negócios próprios ou aliados.

Uma das prioridades apresentadas foi a securitização nacional das dívidas rurais. Na avaliação da candidata, as renegociações individuais não oferecem uma resposta definitiva ao endividamento dos produtores. “A renegociação individual não é uma saída definitiva, mas a securitização nacional é”, afirmou.

Janaina defendeu que o senador assuma a articulação da medida com o Banco Central e o governo federal.

“O que nós precisamos é de uma securitização nacional, é de alguém que sente, converse com o Banco Central, que converse com o Governo Federal, através do Presidente da República, não que use do cargo de Senado pra prestigiar somente a si ou ao seu grupo econômico. Eu tenho coragem para travar essas lutas.”

PRESENÇA NOS ESPAÇOS DE DECISÃO

Ao abordar disputas que chegam ao Supremo Tribunal Federal (STF), como a moratória da soja, o marco temporal e as demarcações, Janaina afirmou que a defesa do agro exige presença, informação técnica e interlocução. Destacou o papel das entidades na apresentação de estudos, pesquisas e dados que sustentem as demandas dos produtores.

“Manter um relacionamento cordial entre poderes é fundamental pra ter portas abertas pra defender. Não adianta eu gravar vídeo pra vocês, esculhambando e vocês perderem todas as batalhas. Isso não quer dizer que eu vou passar pano pra quem comete crime.”, declarou.

A candidata também cobrou do Congresso leis claras que reduzam conflitos e deem segurança jurídica ao setor. Para ela, a omissão dos parlamentares transfere decisões ao Judiciário. “O Legislativo não faz e o Judiciário é provocado a fazer”, afirmou.

Janaina ressaltou que o diálogo institucional precisa servir à defesa de Mato Grosso e não impede a fiscalização ou a responsabilização por irregularidades.

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