O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), reagiu negativamente à filiação do deputado Eduardo Botelho ao MDB, durante o período da janela partidária. Brunini declarou que o partido não possui “identidade” devido a oscilação de apoio ao poder vigente, sendo ele direita ou esquerda, conforme sua fala em coletiva na última quinta-feira (2).
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Abilio não minimizou ao falar do partido, afirmando que “todo mundo sabe que eu não gosto do MDB. Quando junta essas personalidades políticas lá, no caso, Botelho e outros, só aumenta as minhas convicções sobre esse partido. Agora, cada um faz o que quer, a escolha de cada um”.
A fala surge no mesmo dia do ato de filiação de Eduardo Botelho na sigla, após sair do partido União Brasil com o aval do presidente do partido, o ex-governador Mauro Mendes. Embora estivesse no UB, Eduardo Botelho sempre foi próximo ao caciques do MDB, principalmente, à Janaína Riva, que é sua amiga pessoal.
Ao ser indagado sobre a movimentação política de seu ex-adversário à chefia do Executivo Municipal, Abilio pontuou sua opinião e explicou que a ação seria uma articulação para angariar votos dos eleitores da direita.
“É um estilo que para mim, acho que não tem identidade. E aí aqui no município, no estado de Mato Grosso, fala que vai torcer pela direita para ganhar o voto da direita. Mas o próprio Botelho já defendeu o Lula várias vezes. Esteve com o Lula quando ele esteve aqui e já falou mal do Bolsonaro. Então, assim, é difícil você falar que você vai defender o Flávio, rodeado de quem defende o Lula, não faz sentido”, explicou o prefeito.
Brunini também classificou a filiação do deputado como uma ação ‘típica’ da sigla, que teria a intenção de ‘enganar’ os eleitores por meio de suas ideologias políticas.
“É só mentir para ganhar votos dos outros e enganar a população e eu acho que essas essas características de falar uma coisa antes da eleição e viver outra coisa depois da eleição é característica típica do MDB”, afirmou o gestor.
PARTIDO DE DIREITA OU ESQUERDA?
O prefeito atribui sua convicção negativa do partido à uma conversa, que afirma ter tido, com lideranças nacionais da legenda, ressaltando a oscilação de apoio ao poder vigente, seja ele de direita ou esquerda.
“Eu conversei com o pessoal do MDB Nacional, e eles falaram para mim assim, ó, não é que o partido é de direita ou de esquerda, alguma coisa nesse sentido. Eles entendem que o partido é de quem tá no poder. Se o poder muda, a culpa não é deles”, declarou.
O chefe do executivo ainda especulou possíveis nomes que seriam passíveis de filiação.
“Eu acredito que daqui a pouco até o Boulos, o Maduro, o Lula e outros nomes aí vão entrar no MDB também, porque é um partido que abraça todo mundo”. E complementou pontuando que: “Se o poder for um comunista, eles são do comunismo. Se é o partido é então de quem tá no poder. Então, um partido desse estilo para mim não serve”.
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