"A inflação está acima da nossa meta há cinco anos, nós estamos mais perto de 3% do que da nossa meta de 2%. Nós fizemos um bom progresso em 2024, mas nos últimos dois anos, temos andado de lado", afirma Hammack, justificando a escolha por um laranja "queimado".
"Nós estávamos indo pelo caminho errado, e começamos ano passado com uma série do que eu chamo de poeira de estagflação jogada no ar", explicou Goolsbee. "Eu estava otimista que nós voltaríamos ao caminho de inflação de 2%, mas foi de laranja para vermelho ultimamente", destacando a pressão das tarifas nos preços, além da alta no valor da gasolina.
Já avaliando o mercado de trabalho, o presidente do Fed de Chicago classificou como "amarelo", destacando que se trata de um momento "incomum". Goolsbee destacou que a taxa de contratações é a mais baixa "em anos", embora as demissões também estejam em um nível extremamente baixo.
"Eu acredito que isso se dá pela incerteza, por períodos de incertezas, em que você tende a ver empresas pararem de contratar, mas também sem demitir", explica.
Já Beth Hammack afirmou que o setor está em um "equilíbrio frágil", mas pontuou que a taxa de desemprego está "bem próxima das minhas estimativas de pleno emprego".
A presidente do Fed de Cleveland classificou o sistema financeiro como "verde", destacando que existem setores que merecem mais atenção, como o crédito privado. Já Austan Goolsbee foi mais cauteloso, escolhendo a cor amarela e afirmando estar mais preocupado com a valorização das empresas. "Não sei se é uma bolha ou se está fundamentado em melhorias reais na produtividade provenientes da inteligência artificial (IA)", destacou.
(Com Agência Estado)
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