O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), descartou qualquer possibilidade de aliança com o MDB nas eleições, mesmo diante de eventuais articulações nacionais envolvendo o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL). Brunini ressaltou que mesmo com a indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro, não irá apoiar a coligação entre as siglas.
A posição foi manifestada em meio às movimentações políticas visando o próximo pleito, em que partidos buscam ampliar alianças para fortalecer candidaturas majoritárias. Apesar desse cenário, Brunini afirmou que não abre margem para composição com o MDB em nenhuma hipótese.
“Eu não vou caminhar com o MDB em hipótese alguma, nem se o Bolsonaro pedir eu vou caminhar com o MDB. Então, isso não vai acontecer, eu conheço o MDB no estado de Mato Grosso e no MDB eu não acredito, não confio”, declarou.
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O prefeito também indicou que, mesmo que o MDB venha a apoiar nomes ligados ao bolsonarismo, isso não mudará sua posição.
“Se caso o MDB do estado de Mato Grosso conseguir convencer alguém de ter um projeto nesse ano, eu não participarei desse projeto em hipótese alguma. Podem eles apoiar o Flávio Bolsonaro? Podem apoiar o Flávio Bolsonaro, não tem problema nenhum. (...) Então, pode algum petista apoiar o Flávio Bolsonaro? Pode. Mas não significa que eu vou estar do lado do petista ou apoiar”, afirmou.
Na avaliação de Brunini, a eventual aproximação do partido com figuras da direita teria caráter meramente estratégico. “A única coisa que eu posso te dizer é que se, por oportunismo eleitoral, o MDB no estado de Mato Grosso, pensando em sobrevivência política, está querendo estar do lado do Flávio Bolsonaro para tentar se revestir de verde e amarelo, vai fazer de conta que é do lado da direita, pode apoiar quem ele quiser. Eu não recomendo o meu apoio ou o apoio de qualquer pessoa ao MDB, pois eu conheço muito bem quem é o MDB”, disse.
Ao ilustrar o cenário político, o prefeito comparou a disputa partidária a times de futebol, reforçando a ideia de que, apesar de apoios pontuais à candidatura de Flávio, não haverá alinhamento político.
“Estamos jogando temporariamente no mesmo time, mas eu não torço pro jogador do Vasco e não torço pro jogador do Fluminense, minha torcida é pra quem está no time. Então, eu tô fazendo uma analogia pra você pra dizer que aqui no município de Cuiabá, aqui no estado de Mato Grosso, nós temos times diferentes de futebol. PL, o Republicanos, o MDB, etc. Times diferentes de futebol. Eles podem todos torcer para o Flávio Bolsonaro, mas eu não vou torcer pro meu time opositor”, concluiu.
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