Os sete faccionados capturados pela Polícia Civil por envolvimento nas duas execuções de Gabriel Graciano da Silva, de 27 anos, e Emerson Vogado Pinto, de 25 anos, relataram como eles foram "condenados" à morte por integrarem uma facção rival. Os crimes chocaram a população de Juína (746 km de Cuiabá).
Emerson desapareceu no domingo (25). Conforme o relato dos acusados, ele foi capturado e amarrado até que viesse a ordem das lideranças da facção para que ele fosse morto. Ele teve um pano enfiado na boca, para que seus gritos não fossem ouvidos e foi enforcado.
Na sequência, o corpo foi colocado no porta-malas de um carro, que o transportou até o Rio Juinão, onde foi jogado. O cadáver de Emerson só foi localizado nessa quinta-feira (29), preso em galhos de árvores à beira do rio.
A morte de Gabriel, na terça-feira (27), foi ainda mais brutal. Conforme a polícia, ele também foi amarrado, agredido e interrogado pelos faccionados. Na sequência, ele foi enforcado até a morte. Os criminosos ainda cortaram a cabeça dele.
Os restos mortais foram transportados até uma área de mata, onde foram abandonados. Na noite de quarta-feira (28), populares sentiram um mal cheiro muito forte vindo do local e acabaram localizando o cadáver.
AUTORES DE CRIMES FORAM IDENTIFICADOS
Oito pessoas, sendo sete menores de idade, foram capturados ainda na quinta (29), em decorrência da investigação da delegacia de Juína relacionada aos homicídios. Conforme a polícia, Emerson e Gabriel foram mortos por pertencerem a uma facção rival ao dos assassinos.
Os menores foram apreendidos e autuados em flagrante por ato infracional análogo aos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, integrar organização criminosa, posse de arma de fogo de uso restrito, porte ilegal de munição de uso restrito.
O adulto, um homem de 39 anos e que trabalha como motorista de aplicativo, foi preso em flagrante por ocultação de cadáver e corrupção de menores. Duas armas de fogo, diversas munições e porções de entorpecentes foram apreendidas com os alvos.
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