A adolescente Emily Carolaine Roman de Oliveira foi barbaramente torturada antes de ser morta, a mando de uma facção criminosa. O crime foi registrado em outubro de 2025, chocou pela brutalidade e desencadeou investigação policial que resultou em operação que desarticulou célula de facção.
Conforme o delegado Cleber Emanuel Neves, a jovem foi submetida a horas de “torturas sistemáticas”. A vítima sofreu agressões físicas com socos e chutes, afogamento em caixa-d’água, choques elétricos aplicados com ventilador adaptado e, posteriormente, foi estrangulada com um lençol.
O crime ocorreu no dia 19 de outubro de 2025 e foi registrado em vídeo e transmitido ao vivo para outros membros da facção. Para a Polícia Civil, Emily Carolaine foi vítima de um tribunal do crime da facção criminosa, que decretou a morte dela. O corpo foi encontrado dois dias depois, no Rio Bugres, nas proximidades do município.
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O exame de necropsia apontou que a causa da morte foi asfixia mecânica decorrente de estrangulamento. Também foram identificadas lesões compatíveis com violência sexual e tortura.
Foi esse homicídio que resultou na deflagração da Operação Proditio, deflagrada nesta sexta-feira (16), pela Polícia Civil, nas cidades de Araputanga e Jauru. Os alvos foram justamente os faccionados acusados de envolvimento com a morte da adolescente.
A investigação apontou que líderes da facção foram os mandantes do crime, que queriam punir a adolescente pelo seu suposto envolvimento no desaparecimento de um dos integrantes do grupo criminoso, ocorrida dias antes do homicídio.
A vingança serviria como punição e "exemplo" para intimidar outras pessoas associadas à facção.
As três prisões realizadas ao longo do dia foram consideradas como "um grande golpe na estrutura criminosa". O material que foi apreendido durantes as buscas policiais, inclusive os aparelhos telefônicos serão analisados e ajudarão a fazer avançar as investigações contra o grupo criminoso.
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