Elias Samuel Delgado da Silva, preso preventivamente por suspeita de participação no desaparecimento e homicídio do professor Breno Antonio Humberto de Moraes, de 25 anos, é pai de um dos estudantes da escola Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Professora Jayr Luíza, no bairro Capela do Piçarrão, em Várzea Grande, onde Breno atuava.
À imprensa, o advogado de defesa Ronaldo Meirelles declarou crer na inocência do cliente. Segundo ele, o carro do investigado foi apreendido na última sexta-feira (2) e passou pela perícia. O celular e as senhas também foram entregues à Polícia.
"Ele, a todo momento, diz que ele não tem participação em nada disso, não tem conhecimento de nada disso, a única coisa que ele tem conhecimento é de que o professor era trabalhador lá da creche onde o filho dele aparentemente estudava", afirmou.
Elias Samuel é serralheiro e trabalha na mesma região em que mora a família de Breno, em Várzea Grande. O caso, antes tratado como desaparecimento, agora é investigado como homicídio. Policiais realizam buscas pelo corpo do professor na região do Manso, onde o suspeito foi localizado.
"Ele entregou o celular, entregou a senha, participou, entregou tudo que precisava ser feito, o carro dele estava apreendido já desde a sexta-feira, foi passado hoje por perícia pela Politec, foram requisitadas imagens de locais onde ele disse que passou e locais que eram de suspeito e acredito que hoje, com o desdobramento das investigações, por isso que a polícia possa ter voltado aí a procurar pra tentar ter mais esclarecimento sobre o caso", afirmou.
Até o momento, porém, a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelo caso, não informou qual seria a participação do suspeito no crime.
O DESAPARECIMENTO
Breno deixou de dar notícias à família após informar que iria se encontrar com alguém na noite de seu desaparecimento, em 26 de setembro. Em imagens de câmeras de segurança, ele foi flagrado esperando por alguém que chega em uma motocicleta. Eles aparecem conversando brevemente e saem do local juntos. Pelas imagens, porém, não é possível identificar a moto ou a placa.
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MENSAGENS SUSPEITAS E IMAGEM FEITA POR INTELIGÊNCIA ARTICIFIAL
Como publicado pelo HNT, Breno não costumava demorar a responder mensagens e as suspeitas iniciaram quando a família tentou entrar em contato pelo WhatsApp e recebeu respostas suspeitas.
Segundo Bruno Humberto, irmão do professor e responsável por dar visibilidade ao caso, após várias tentativas de contato com o irmão, uma pessoa respondeu dizendo estar em Cuiabá, mas o jeito de escrever não condizia com o de Breno. Desconfiados, eles pediram áudio e foto.
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Para o irmão, a foto recebida aparentava ter sido gerada por inteligência artificial. As suspeitas aumentaram após mais tentativas de contato por meio de mensagens que foram ignoradas. Segundo o relato, o iCloud de Breno foi acessado para desativar o recurso “Buscar” e, desde então, o aparelho permanece desligado.
MENSAGENS DO WHATSAPP APAGADAS
Nas redes sociais, dois dias após o desaparecimento, Bruno relatou que conseguiu acessar o WhatsApp do irmão, mas não encontrou nenhum registro e afirmou que as mensagens de sábado foram apagadas.
"Tive acesso ao WhatsApp pessoal do Breno e a pessoa excluiu todas as mensagens anteriores ao horário das 00:20 de sábado, dia 26. O WhatsApp em que Breno conversou com o rapaz foi cancelado. Ele possivelmente excluiu os dois números de Breno para não deixar pistas", relatou.
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Depois da divulgação das imagens de Breno subindo na moto, o irmão negou que se trataria de um motorista por aplicativo, já que o possível suspeito não tinha capacete e Breno teria pedido um capacete emprestado para poder sair.
O caso ganhou repercussão local e estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) chegaram a fazer uma caminhada para cobrar informações sobre o paradeiro do professor.
O desaparecimento do professor já chegou a 12 dias e a Polícia Civil está em buscas pelo corpo de Breno na região do Manso, juntamente com o suspeito.
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