Depois de 12 dias sem notícias do filho, a mãe do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos de idade, procurou pessoalmente o delegado Bruno Abreu, responsável pela investigação, na quarta-feira (7). O encontro, segundo o policial, foi marcado pela emoção, pelo sofrimento da família e pela confiança depositada na equipe que tenta descobrir o que aconteceu com o jovem.
Em uma conversa que durou bastante tempo, a mãe de Breno passou informações consideradas relevantes para a investigação. O delegado afirmou que não pode revelar quais foram os dados apresentados, mas contou que ela deixou a delegacia demonstrando estar mais aliviada após ouvir dos investigadores detalhes sobre o trabalho realizado para esclarecer o desaparecimento.
“Apesar da angústia, da morte do filho, do desaparecimento, no momento ali de dor, ainda conseguiu falar palavras bonitas para nós, dando confiança para a gente”, relatou Bruno Abreu.
O delegado, que atua há quatro anos na Delegacia de Homicídios, disse que também explicou à mãe que existem informações que nem mesmo poderiam ser compartilhadas com ela neste momento, devido à complexidade da investigação.
Segundo Bruno, a confiança demonstrada por uma mãe que está há dias sem o filho aumenta ainda mais a responsabilidade dos policiais envolvidos no caso. “Quando uma mãe que está sem o seu filho confia na polícia, isso gera mais responsabilidade para nós”, afirmou.
INVESTIGAÇÃO
Breno desapareceu em 26 de setembro, após sair de casa dizendo à família que retornaria em pouco tempo. Imagens de câmeras de segurança mostram o professor caminhando com um celular e um capacete no bairro Capela do Piçarrão, em Várzea Grande.
Pouco depois, ele aparece conversando com um motociclista e subindo na garupa. As imagens não permitiram identificar o veículo ou a placa. Desde então, a família tenta encontrar respostas. O irmão gêmeo de Breno, Bruno Humberto, já relatou que mensagens foram enviadas pelo celular do professor após o desaparecimento e que a forma de escrita não parecia ser a habitual dele.
Também segundo o irmão, mensagens antigas do WhatsApp teriam sido apagadas, uma conta usada no contato com um homem teria sido cancelada e o recurso de localização do celular foi desativado. A investigação, inicialmente conduzida pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas, passou a ser tratada como homicídio após mais de 10 dias sem informações sobre o paradeiro do professor, conforme informado anteriormente no caso.
Até o momento, Breno não foi localizado e nenhum suspeito foi identificado. Para Bruno Abreu, diante da angústia da família, cabe à equipe continuar trabalhando para esclarecer o que aconteceu.
“Eu disse para ela é apenas confiar no nosso trabalho, na nossa equipe. Toda a Delegacia de Homicídios está empenhada”, afirmou.
O delegado ressaltou, porém, que existem circunstâncias que fogem do controle da polícia e que, por isso, alguns detalhes da investigação ainda precisam ser mantidos em sigilo.
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