O delegado Ramiro Mathias Ribeiro Queiroz afirmou que os investigados por crimes de abuso sexual infantil geralmente não apresentam características que despertem suspeitas e costumam levar uma vida considerada normal perante a sociedade.
A declaração foi dada durante coletiva da Operação Marco Zero, deflagrada pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica).
“É engraçado, é até peculiar esse tipo de situação, porque o agressor não tem cara. Todos nós aqui temos a cara do agressor. Hoje, efetuando a prisão, no meu mandado, eu cumpri a prisão de um pai. E ele tinha acabado de chegar do trabalho, ele trabalhava à noite. Então, ou seja, para a sociedade, ele é um trabalhador”, declarou o delegado.
Segundo Ramiro, os abusos geralmente ocorrem dentro das residências e longe dos olhos de testemunhas.
“Esse crime é cometido entre quatro paredes. É um crime que quase ninguém testemunha. Então, quem sofre, sofre calado”, afirmou.
A Polícia Civil cumpriu 18 mandados de prisão preventiva contra investigados por estupro de vulnerável em Cuiabá, Várzea Grande, Pernambuco e Mato Grosso do Sul.
O delegado destacou ainda que os suspeitos costumam ser pessoas próximas das vítimas, o que dificulta a descoberta dos crimes.
“Muitas das vezes esse agressor, esse homem, ele se aproxima demonstrando carinho, aproveitando que aquela família está em uma situação de violência doméstica ou até doença na família. Muitas vezes a família está de olho em outras situações e aquela criança fica vulnerável”, disse.
OPERAÇÃO MARCO ZERO
A Operação Marco Zero foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso na segunda-feira (18), por meio da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), para cumprir 18 mandados de prisão preventiva contra investigados por estupro de vulnerável.
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As ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande, Pernambuco e Mato Grosso do Sul. Segundo a Polícia Civil, a ação é considerada a maior da Região Metropolitana de Cuiabá voltada ao combate de crimes de abuso sexual infantojuvenil.
A operação ocorreu no Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e conta com apoio de unidades policiais de outros estados.
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