Familiares do serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva disseram à Polícia Civil que não tinham conhecimento da relação entre ele e o professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, assassinado em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. A informação foi confirmada ao HiperNotícias nesta quarta-feira (14) pelo delegado Bruno Abreu, responsável pela investigação.
De acordo com o delegado, parte dos familiares de Elias já foi ouvida. Questionado se eles sabiam do vínculo entre os dois, Abreu respondeu que os familiares ouvidos disseram que não.
O delegado também relatou que Elias apresentou versões diferentes sobre o grau de proximidade com Breno. Na primeira vez em que foi à delegacia, segundo Abreu, o serralheiro afirmou que conhecia o professor apenas de vista. Posteriormente, mudou o relato e confessou envolvimento no caso.
A Polícia Civil trabalha principalmente com a hipótese de extorsão como motivação para o crime, mas essa não é a única linha investigativa. Segundo Abreu, a motivação ainda precisa ser esclarecida a partir do conjunto de provas.
Em versões apresentadas durante a investigação, Elias teria alegado que havia sido ameaçado por Breno em razão de questões pessoais. Essa narrativa, porém, não representa uma conclusão definitiva da polícia sobre a motivação do homicídio.
O delegado também afirmou que ainda não é possível precisar há quanto tempo os dois se conheciam. A relação entre o suspeito e a vítima, assim como as circunstâncias que antecederam o crime, continua sob apuração.
SUSPEITO MUDOU DE VERSÃO
Conforme Bruno Abreu, Elias chegou a confessar envolvimento no início, mas mudou de versão durante a oitiva e apresentou explicações que, segundo o delegado, continham inconsistências.
O serralheiro está preso temporariamente por suspeita de participação no homicídio. A investigação também busca esclarecer a atuação de outras pessoas que, conforme a versão apresentada pelo próprio investigado, poderiam ter participado da ação.
Breno estava desaparecido desde 26 de setembro. O corpo foi localizado em 8 de outubro, em uma área de terreno baldio no bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande.
A Polícia Civil continua apurando a dinâmica do crime, a motivação e a possível participação de outros envolvidos.
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