As investigações sobre a bebê encontrada morta dentro de uma lixeira em Várzea Grande apontam para a hipótese de um aborto clandestino. A informação foi confirmada pelo delegado responsável pelo caso, em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (23), no condomínio Parque Chapada do Poente. Segundo ele, o feto, uma menina com cerca de 30 a 35 semanas de gestação, foi descartado em um saco de lixo e apresentava "leve lixação em um dos braços" e uma "má formação na cabeça".
O delegado da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) detalhou que o achado ocorreu por volta das 9h, quando um funcionário da limpeza levou a lixeira para o local de separação de recicláveis e encontrou o feto "totalmente formado" dentro do saco. O trabalhador rasgou o invólucro e acionou imediatamente o Samu e os bombeiros, mas a equipe médica só pôde constatar o óbito.
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"Tudo indica que veio da parte interna do condomínio, mas são informações preliminares", afirmou o delegado, que agora coordena uma força-tarefa para identificar a mãe ou a pessoa responsável pelo descarte. As equipes já estão coletando e analisando as imagens das câmeras de segurança de toda a região do condomínio, além de conversar com moradores para identificar possíveis gestantes que estariam na reta final da gravidez.
O delegado destacou que a tipificação do crime dependerá das conclusões da perícia. "Se foi um aborto, se já nasceu sem vida, pode não configurar um crime, ou apenas um vilipêndio de cadáver. Vai depender das circunstâncias que forem apuradas", explicou.
Para responder a essa pergunta, os peritos do Instituto Médico Legal (IML) de Várzea Grande já realizaram a coleta de materiais e objetos encontrados junto à lixeira para a extração de DNA.
A Polícia Civil não descarta a participação de outras pessoas no caso e trabalha com a linha de investigação de que o aborto pode ter ocorrido em outro local, sendo o corpo apenas descartado na lixeira do condomínio posteriormente.
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