O empresário Fernando Metello Gomes Almeida e os farmacêuticos Jackson Alves Lopes de Souza e Ednaldo Jesus e Silva tiveram as prisões cumpridas durante a “Operação Fenestra” deflagrada nesta segunda-feira (22) para apurar um esquema de desvios de medicamento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Ipase, em Várzea Grande. Além deles, o superintendente de Saúde do município, Oswaldo Prado Rocha, também foi preso.
As investigações apontam que os medicamentos eram receptados por Fernando Metello que pagava vantagens ilícitas aos agentes públicos por meio de 'laranjas'. Além de transferências bancárias, a propina também era paga por intermédio da compra de veículos, visando à ocultação ilícita dos bens e valores.
Nas diligências, foi constatado que, no período de pandemia da covid-19, foi aberta uma janela nos fundos da farmácia da UPA Ipase, supostamente para evitar o contato entre pacientes e servidores, contudo, evidências indicam que foi utilizada para os desvios de medicamentos.
A polícia identificou alteração irregular no sistema de dados relacionados ao controle de saída de medicamentos da UPA Ipase para ocultar a dispensa ilícita de remédios, sendo inclusive dispensado medicamentos para paciente já falecidos.
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