Um homem de 54 anos foi preso preventivamente nesta quinta-feira (19) acusado de estuprar a própria neta, de apenas 11 anos, em três ocasiões distintas no distrito de Vale dos Sonhos, em Barra do Garças (a 520 Km de Cuiabá). Os abusos foram revelados pela criança, que relatou à Polícia Civil os atos libidinosos praticados pelo avô em momentos diferentes, sempre no ambiente familiar.
O primeiro abuso ocorreu há alguns meses. O avô, aproveitando-se da convivência diária e da confiança da neta, submeteu a menina a atos libidinosos. A violência se repetiu por mais duas vezes, sempre em situações em que a criança estava sozinha com o familiar, longe do olhar da mãe e de outros parentes.
Em cada uma das três ocasiões, o avô praticou conjunção carnal ou atos libidinosos contra a menina.
A investigação teve início quando a vítima, após sofrer calada os três episódios de violência, finalmente reuniu coragem para denunciar o avô. O relato detalhado da criança, descrevendo as três ocasiões em que foi abusada, foi suficiente para que a equipe da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) desse início às apurações.
Diante da gravidade da denúncia, os policiais civis acionaram imediatamente o Conselho Tutelar para garantir a proteção da menina e comunicaram os fatos à mãe da vítima, que desconhecia completamente os abusos sofridos pela filha.
Para embasar a representação pela prisão, a autoridade policial determinou a realização de exames periciais na criança. Os laudos técnicos confirmaram a ocorrência das violências sexuais, corroborando o depoimento da vítima e comprovando que os três abusos realmente aconteceram.
Com as provas reunidas, o relato da menina, os exames periciais e as circunstâncias dos crimes, o delegado representou pela prisão preventiva do avô. O Poder Judiciário acatou o pedido e expediu o mandado, que foi cumprido pelos agentes da DEDM de Barra do Garças ainda nesta quinta-feira.
O avô foi localizado, preso e conduzido à unidade prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. Se condenado, pode pegar de 8 a 15 anos de reclusão por cada um dos três episódios de estupro, já que a lei considera cada ato criminoso como um crime distinto.
As investigações seguem em andamento para apurar se houve outros episódios de abuso não relatados pela vítima ou se há outras crianças na família que também tenham sido submetidas à violência sexual pelo agressor.
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