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Polícia Terça-feira, 07 de Abril de 2026, 08:20 - A | A

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Terça-feira, 07 de Abril de 2026, 08h:20 - A | A

OPERAÇÃO DESINTRUSÃO

Ação da PF na Terra Indígena Sararé causa prejuízo de R$ 26 milhões ao garimpo ilegal

Ação do Governo Federal já soma 67 detidos, destruição de maquinários e avanço no combate ao garimpo ilegal em território indígena no sudoeste de Mato Grosso

DA REDAÇÃO

O Governo Federal concluiu a primeira semana da Operação de Desintrusão na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, com prejuízo estimado de R$ 26 milhões ao garimpo ilegal que atua na região. O balanço consolidado aponta que, entre os dias 25 e 29 de março, foram destruídos maquinários, equipamentos e estruturas utilizados na exploração clandestina de ouro.

Durante o período, foram realizadas 126 ações operacionais e 67 pessoas foram detidas, todas encaminhadas de forma pacífica à Polícia Federal, sem registro de confronto armado. Destas, 14 permanecem presas.

Entre os materiais apreendidos, inutilizados ou destruídos em 31 acampamentos estão 4 mil litros de diesel, 76 motores, 40 geradores, 24 quilos de explosivos, 24 celulares, 13 gramas de ouro, nove escavadeiras e uma arma de fogo.

A operação faz parte de um esforço coordenado do Governo Federal para retomar o controle da área, retirar invasores e desarticular a cadeia logística do garimpo ilegal. A ação reúne diversos órgãos, como Casa Civil, Ministério dos Povos Indígenas, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Ministério da Defesa, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Advocacia-Geral da União (AGU), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

A Terra Indígena Sararé abriga cerca de 201 indígenas do povo Nambikwara, distribuídos em sete aldeias, e abrange áreas dos municípios de Conquista D’Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade. Dos 67 mil hectares do território, aproximadamente 4,2 mil já foram impactados pela atividade ilegal, segundo o Censipam.

O plano da operação foi elaborado pelo Comitê Interministerial de Desintrusão de Terras Indígenas (CIDTI) e prevê a retirada de não indígenas e a eliminação da infraestrutura ilegal instalada na área, em conformidade com decisões judiciais. As ações são realizadas por vias aérea, fluvial e terrestre.

Sem prazo definido para conclusão, a operação seguirá até a retirada total dos invasores e o restabelecimento das condições de segurança e integridade do território, com o objetivo de garantir a proteção do povo Nambikwara, de seus modos de vida e do meio ambiente.

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