O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de realizar um ataque deliberado contra uma instalação de armazenamento de combustível nuclear irradiado na região de Chernobyl, neste domingo (7/6).
Segundo o líder ucraniano, um drone russo atingiu uma estrutura considerada crítica para a segurança nuclear do país.
“A Rússia atacou deliberadamente essa instalação nuclear específica. Até o momento, não há registros de radiação acima dos níveis normais de radiação de fundo”, afirmou.
De acordo com o presidente, a instalação atingida integra o sistema de armazenamento de combustível nuclear usado na zona de exclusão de Chernobyl, local do pior acidente nuclear da história, ocorrido em 1986.
“Hoje, os russos atacaram novamente a área de segurança ao redor da Usina Nuclear de Chernobyl. Um míssil atingiu um dos prédios do Depósito Centralizado de Combustível Irradiado. Uma infraestrutura extremamente crítica – e um ataque russo extremamente vil”, escreveu Zelensky.
Apesar da gravidade da denúncia, autoridades ucranianas afirmaram que os níveis de radiação permaneceram dentro da normalidade e que não houve registro de feridos. O incêndio provocado pelo impacto foi controlado por equipes de emergência.
A estatal nuclear ucraniana Energoatom informou que o ataque ocorreu durante a noite e atingiu um edifício de recepção de contêineres do Depósito Centralizado de Combustível Nuclear Irradiado, localizado na região de Kiev. Conforme a empresa, a estrutura sofreu danos parciais, mas não armazenava combustível nuclear usado no momento da explosão.
Após o impacto, um incêndio foi registrado no local e posteriormente extinto pelas autoridades.
Em nota, o Ministério da Energia da Ucrânia classificou a ação como uma ameaça sem precedentes à segurança nuclear e radiológica do país.
“Tais ações criam riscos de danos a sistemas críticos dos quais depende o armazenamento seguro de materiais nucleares e constituem uma grave violação do direito internacional, dos princípios de segurança nuclear e dos princípios fundamentais da Agência Internacional de Energia Atômica”, afirmou a pasta.
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